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    Presença de Angola “é desejada e querida”

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades da Guiné-Bissau disse, sábado, em Luanda, que, com a adopção pela CPLP, do roteiro para reforma do sector de defesa e segurança do seu país passa a haver “o elemento que faltava para o efectivo início do processo”.
    Adelino Queta, em entrevista ao Jornal de Angola, Angop e Rádio Nacional de Angola, afirmou que a adopção do roteiro pela CPLP era o passo que faltava para o processo de reformas do sector de defesa e segurança da Guiné-Bissau começar, de facto, a ser desenvolvido.
    “O roteiro é um documento trabalhado pelo Estado-Maior das Forças Armadas dos países da CEDEAO, com a colaboração da parte angolana, aprovado pelo Conselho de Ministros da Guiné-Bissau e submetido às instâncias superiores da CEDEAO, que o ratificaram, em Março, numa cimeira, em Abuja. Faltava a parte da CPLP”, referiu.
    Mano Queta declarou que, embora estejam reunidas as condições técnicas para a execução da reforma, é fundamental a componente financeira, que, adiantou, foi, em parte, assegurada pela CEDEAO.
    “Grande parte da componente financeira está assegurada pela CEDEAO, que, na cimeira de Abuja, atribuiu 63 milhões de dólares para a reforma do sector de defesa e segurança”. O ministro guineense realçou a “forte participação de Angola” na ajuda à paz e à estabilidade no seu país.
    “Temos a Missang, que tem ajudado a colmatar algumas lacunas, designadamente na formação dos nossos militares e na reparação de algumas casernas”, disse, salientando ser necessário “que todos, Guiné-Bissau e comunidade internacional, designadamente, CEDEAO e CPLP, de mãos dadas, comecem a trabalhar na execução da reforma do sector de defesa e segurança”.
    O roteiro para reforma do sector de defesa e segurança da Guiné-Bissau, afirmou, é resultado do trabalho não só das Forças Armadas da Guiné-Bissau, mas também das da CEDEAO, através dos Chefes de Estado-Maior”, que numa das reuniões, na capital económica da Nigéria, contou com a presença dos ministros da Defesa e Segurança da CEDEAO e do ministro da Defesa e do secretário de Estado das Relações Exteriores angolanos.

    O roteiro, frisou, era necessário para a comunidade internacional, não só a CEDEAO ou a CPLP, mas as Nações Unidas, pois era uma das condições exigidas para se começarem a desencadear acções para obter meios financeiros indispensáveis para a concretização do processo de reformas.

    Presença querida

    Adelino Queta enalteceu o empenho de Angola na ajuda ao seu país, no plano multilateral e bilateral. “No âmbito da CPLP, a nível multilateral, há empenho de Angola em ajudar a Guiné-Bissau e bilateralmente decidiu tomar a dianteira e tem estado a desempenhar um papel importante”, declarou, frisando que o seu país se congratula com essa posição “aberta e fraternal”.
    A presença de Angola na Guiné-Bissau, garantiu, é não só desejada, mas querida. Adelino Queta disse que a presença das Forças Armadas Angolanas, por intermédio da Missang, junto da comunidade castrense da Guiné-Bissau é total e que o seu país “até agradece”.
    O ministro guineense afirmou que o seu país tem em conta não só a componente financeira, mas “o aconselhamento, o estímulo e todas as diligências que Angola tem feito a favor da Guiné-Bissau no exterior”.
    “No Conselho de Segurança da ONU é apresentado, periodicamente, um relatório ao Secretário-Geral sobre a situação na Guiné-Bissau e nessas alturas, quer o secretário de Estado de Angola, quer o próprio ministro, estão sempre presentes e têm sido grandes advogados do meu país”, disse.

    Crença na paz

    A estabilidade é um facto na Guiné-Bissau, e, disse Mano Queta, já existe uma consciência geral sobre a paz como factor indispensável para o desenvolvimento do país.
    Mano Queta referiu-se também ao papel desempenhado pelo Conselho Nacional de Reconciliação, encabeçado pelo Presidente Malam Bacai Sanha, e o amplo movimento de sensibilização das comunidades guineenses, quer a nível interno, quer a nível das diásporas.
    Sobre o papel da Missang, realçou o trabalho conjunto que está a ser desenvolvido e a sinergia entre militares angolanos e guineenses.
    “Os nossos militares têm plena consciência que a presença dos colegas angolanos é para ajudar. Só quem não tem consciência é que pode desprezar aquele que vem ajudar e nós temos plena consciência do papel importante que as Forças Armadas Angolanas, através da Missang, desempenham”, disse o ministro Mano Queta, lembrando que “recentemente houve uma missão no interior do país para ver as casernas que devem ser recuperadas”.

    Fonte: Jornal de Angola

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