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    Daniel Chapo é o candidato da FRELIMO às presidenciais

    Candidato promete trabalhar "com todos" em "mais uma missão". Partido estava desde sexta-feira para escolher o candidato à sucessão de Filipe Nyusi.

    O Comité Central da FRELIMO, partido no poder desde 1975, escolheu hoje apoiar Daniel Francisco Chapo, governador da província de Inhambane, como candidato a Presidente da República nas eleições gerais de 9 de outubro.

    “Vamos trabalhar com todo os estratos sociais (…) Estamos a falar dos jovens, das mulheres, dos homens, dos combatentes, incluindo os meus amigos aqui, da comunicação social, que fazem um excelente trabalho para o desenvolvimento do nosso país e vamos continuar a trabalhar juntos”, disse ainda, agradecendo a “confiança depositada” pelos membros do Comité Central, que “representam seis milhões de militantes”.

    O candidato da Frente de Libertação de Moçambique a Presidente da República nas eleições gerais de 9 de outubro, Daniel Chapo, afirmou hoje que esta candidatura é “mais uma missão”, prometendo trabalhar “com todos”.

    “Vamos trabalhar com base no programa da FRELIMO para a vitória no dia 9 de outubro (…) Esta é mais uma missão, à semelhança de tantas outras que já foram exercidas”, disse Daniel Chapo, em declarações aos jornalistas logo após a conclusão da sessão extraordinária do Comité Central do partido, que o aprovou como candidato à sucessão de Filipe Nyusi.

    Roque Silva desistiu e Daniel Chapo sobressaiu

    A escolha de Daniel Chapo pelo Comité Central, que conta com 254 membros, surgiu apenas ao terceiro dia de reunião extraordinária daquele órgão, convocado inicialmente apenas para sexta-feira, tendo reunido 225 votos (94,1%) dos membros daquele órgão.

    Essa votação foi alcançada depois de o secretário-geral da FRELIMO, Roque Silva, que tinha sido o segundo mais votado na primeira volta, ter retirado o seu nome da lista em votação, demitindo-se mesmo das funções que ocupava no partido.

    Daniel Chapo, 47 anos, será o candidato à sucessão de Filipe Nyusi, Presidente da República desde 2014, que é também presidente do Frelimo, e que já não pode concorrer ao cargo nestas eleições, por ter atingido o limite constitucional de dois mandatos.
    A sessão extraordinária do Comité Central da FRELIMO arrancou na sexta-feira na Matola e ficou marcada por vários adiamentos e pausas nos trabalhos.

    Cinco pré-candidatos

    A Comissão Política da FRELIMO aprovou, durante a sua reunião de sexta-feira de manhã, os nomes de Roque Silva, Damião José e Daniel Chapo como pré-candidatos à sucessão de Filipe Nyusi – que é também presidente do partido – no cargo de Presidente da República desde 2014.

    A lista foi posteriormente submetida à sessão extraordinária do Comité Central do partido, que terá solicitado que fossem incluidos mais nomes. Foi na tarde deste domingo que se soube que os nomes de Francisco Mucanheia e Esperança Bias seriam acrescentados aos três já conhecidos.

    Segundo os estatutos da FRELIMO, cabe à comissão política a função de apresentar aos membros do Comité Central a lista com três nomes de pré-candidatos ao cargo de Presidente da República. O Comité Central, órgão máximo do partido entre congressos, deve aprovar o candidato, podendo também decidir acrescentar outros nomes à lista de candidatos, como o que aconteceu, conforme relatam os membros daquele órgão.

    Demora justifica por “procura da melhor solução”

    Em declarações ao fim do dia deste sábado (04.05), os membros do Comité Central da FRELIMO José Pacheco e Teodoro Waty reconheceram a complexidade do processo em causa.

    “O Comité Central está a trabalhar com todos os seus órgãos para este processo tenha a devida celeridade, para que esse processo observe os princípios democráticos da FRELIMO”, disse José Pacheco à saída do segundo dia de reunião sem conclusões na escolha do candidato.

    Mais cedo, o membro do Comité Central da FRELIMO Celso Correia, ministro da Agricultura, tinha dito também que o tempo que aquele órgão estava a levar para escolher o candidato presidencial era “normal” num quadro de “sucessão”.

    Também na sexta-feira, em declarações à Lusa, Teodoro Waty já havia dito que o estava em causa era a “procura da melhor solução”.

    Entretanto, e em declarações este domingo, Lutero Simango anunciou que é o candidato às presidenciais de 9 de outubro pelo Movimento Democrático de Moçambique.

    Moçambique vai realizar em 09 de outubro as sétimas eleições presidenciais e legislativas, as segundas para os governadores provinciais e as quartas para as assembleias provinciais.

    O prazo limite para apresentação ao Conselho Constitucional das listas de candidatos a Presidente da República é 10 de junho.

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    FonteDW

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