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    Félix Tshisekedi reeleito Presidente da RDC

    O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, venceu as eleições presidenciais de 20 de dezembro, tendo sido reeleito com 73,34% dos votos, divulgaram as autoridades eleitorais do país.

    “Foi eleito, de forma provisória, o candidato número 20, Félix Antoine Tshisekedi Tshilombo”, anunciou o presidente da Comissão Nacional Eleitoral Independente Congolesa (CENI), Denis Kadima, a partir do centro de contagem, instalado na capital do país, Kinshasa.

    De acordo com os resultados divulgados pelo CENI, Félix Tshisekedi foi reeleito para um segundo mandato de cinco anos, obtendo 73,34% dos votos, seguindo-se Moïse Katumbi, ex-governador de Katanga (18,08% dos votos), Martin Fayulu, líder da oposição (5,33% dos votos) e Adolphe Muzito (1,12%).

    Os cerca de vinte outros candidatos, incluindo Denis Mukwege, vencedor do Prémio Nobel da Paz, não alcançaram o 1% dos votos.

    A vitória do Presidente congolês não foi nenhuma surpresa, pois os resultados parciais publicados nos últimos dias pela CENI davam-lhe uma vitória por larga margem.

    Desde que foram publicados os resultados parciais que a oposição tem criticado o processo, alegando a existência de fraude eleitoral e tendo, em comunicado conjunto, apelado ao protesto nas ruas.

    As quatro eleições que decorreram em simultâneo tinham 43,8 milhões de eleitores registados para elegerem o presidente, o parlamento e os representantes nas assembleias regionais e conselhos locais.

    Segundo a CENI, foram registados cerca de 18 milhões de votos válidos, o que representa uma participação de 43%.

    As eleições foram marcadas por atrasos, problemas logísticos e denúncia de irregularidades por parte da oposição, que exigiu a anulação da votação.

    Tshisekedi, filho do histórico líder da oposição Étienne Tshisekedi, falecido em 2017, concorreu a um segundo mandato contra um total de 21 candidatos, depois de uma campanha eleitoral marcada pela desconfiança sobre o papel da comissão eleitoral e por episódios de violência durante vários eventos de campanha dos opositores mais proeminentes.

    As eleições realizaram-se ignorando os apelos de alguns opositores que reclamaram o seu adiamento, devido a manifestos atrasos no processo eleitoral assim como ao recrudescimento da insegurança no leste do país, onde atuam centenas de grupos armados.

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    FonteDW

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