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    MPLA e UNITA “aquecem” ano pré-eleitoral com troca de acusações

    À medida que se aproximam as eleições de 2022 em Angola aumenta a temperatura entre os partidos, principalmente entre o MPLA e a UNITA.

    A Frente Ampla Patriótica para Alternância, que reúne a UNITA, o Bloco Democrático e o projecto Pra-Já Servir Angola, teceu na semana passada ásperas críticas ao Executivo e ao partido que o suporta, e o MPLA reagiu considerando a iniciativa de incoerente, irresponsável e sem planos para o país.

    O MPLA acrescentou que Adalberto Costa Júnior tem o seu cargo à frente da UNITA.

    Para analistas políticos em Luanda esta troca de farpas é normal, mas também um foclore, como diz, por exemplo, o jurista Pedro Caparakata porque, para ele, quem decide as eleições é o Tribunal Constitucional.

    “O Tribunal Constitucional geneticamente é um comité do partido, logo este órgão nunca vai decidir contra o próprio MPLA que manda no órgão, isto seria meter um golo na própria baliza, uma espécie de suicídio que não vai acontecer”, sustenta aquele jurista,

    Para o cientista político Olívio Kilumbo, essa tomada de posições, de ambos os lados, é normal.

    “Os índices de qualidade democrática mundial colocam o MPLA numa posição de regime autocrático, não democrático e menos livre e os regimes nessas condições são muito reactivos, muito fechados, com tendência a controlar tudo, parece-me que MPLA está a perder o controlo de algumas situações políticas, o que considero normal já que as dinâmicas políticas objectivam novas formas de pensar e fazer política”, aponta o politólogo que, no entanto, pensa não ser correcta a forma como a imprensa, sobretudo a estatal, trata a o poder e a oposição “dois pesos e duas medidas”.

    O jornalista Jorge Neto diz concordar com Kilumbo em termos do comportamento da imprensa.

    “Como jornalista, nunca faria o que a imprensa pública faz, colocar uma reacção do MPLA à Frente Ampla quando não noticiou o facto que provocou esta reação, está errado, a meu ver esse posicionamento da imprensa pública, que é useira e vezeira nestas práticas, deriva do facto de a maior parte dos gestores destes órgãos ser do partido governante”, sustenta Neto, acrescentando que “nem há orientação do MPLA, eles próprios se auto-censuram”

    Quanto à Frente Ampla Patriótica para Alternância, o director do jornal Estado News acredita que “mesmo unidos esses partidos não têm força para enfrentar o MPLA, eles devem encontrar dificuldades jurídicas para permanecerem juntos, o MPLA, apesar das dificuldades sociais resultantes da sua governação, ainda acho que suplanta a frente da oposição”.

    As eleições gerais estão previstas para Agosto de 2022.

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    FonteVoA

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