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    A OPEP enfrenta hoje uma decisão difícil com implicações a longo prazo para a sua existência

    A Arábia Saudita e os seus parceiros estão a lutar para chegar a acordo sobre as quotas de produção de petróleo para 2024, enquanto se preparam para se reunirem virtualmente hoje 30 de novembro. A reunião foi adiada quatro dias porque Angola e a Nigéria se recusam a aceitar metas mais baixas que refletem as suas capacidades reduzidas.

    Mesmo que a OPEP+ resolva em breve a sua última disputa, as causas subjacentes da disputa não desaparecerão – e poderão piorar com o tempo.

    Se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados não chegarem a um acordo, um excedente de oferta iminente poderá fazer cair os preços do petróleo. Isso prejudicaria igualmente os cofres dos países produtores, das empresas petrolíferas e dos traders.

    No centro da disputa está o fosso perene e cada vez maior entre os “países ricos” e os “países pobres” do cartel.

    Os sauditas estão a assumir o fardo de sustentar os mercados petrolíferos este ano, reduzindo a sua produção em 1 milhão de barris por dia – prova do facto de que apenas Riade tem o poder de fogo para tal ação.

    No entanto, os esforços do reino saudita não foram suficientes para evitar que os preços do petróleo caíssem para 80 dólares por barril. Como resultado, a OPEP+ está a exercer pressão sobre os seus constituintes mais pequenos e mais pobres para ajudarem nos cortes de produção. Isto seria catastrófico para países como Angola, Nigéria e Congo que atravessam uma situação económica difícil.

    O problema não se limita ao contingente africano da OPEP+.

    Quando o grupo anunciou restrições pela última vez em abril, apenas nove países participaram. Muitos outros perderam tanta capacidade de produção e receitas nos últimos anos que não podiam dar-se ao luxo de cortar mais.

    Uma intervenção subsequente em Junho foi efetivamente um esforço individual da Arabia Saudita.

    Se o grupo anunciar mais cortes desta vez, apenas alguns membros provavelmente os implementariam de forma significativa. A menos que os países da OPEP+ invistam na capacidade de produção nos próximos anos e que diversifiquem as suas economias para poder suportar os choques do mercado petrolífero, o número de voluntários poderá diminuir ainda mais. É bem possível que estejamos a assistir ao declínio gradual do cartel.

    Por Editor Económico
    Portal de Angola

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