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    Congresso do MDM: O desafio da reunificação

    A reunificação do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) é apontada como principal objectivo do Congresso da terceira força política moçambicana, que arranca nesta sexta-feira, 3, na Beira, para se evitar o colapso do partido.

    Lutero Simango, chefe da bancada parlamentar do partido, José Domingos, secretário-geral e o deputado Silvério Ronguane são os candidatos a ocupar o lugar deixado vaga pelo fundador do MDM, Daviz Simango, falecido em Fevereiro.

    Para o analista político Wilker Dias, este Congresso do MDM é decisivo para a “vida e saúde” do partido, devido às sucessivas crises, incluindo tribais, que abalaram o movimento, fazendo com que perdesse sua pujança política e consequentemente as baixas prestações nos pleitos eleitorais.

    O partido “vinha a registar um decréscimo” de popularidade, diz à VOA, Wilker Dias, acrescentando que uma “nova crise abalou o partido” com a morte de Daviz Simango, apesar desta ter sido gerida “com uma maturidade difícil de se conseguir neste tipo de situações”.

    “Agora precisa consolidar aquilo que foi construído ao longo desse período em que Daviz Simango estava em vida, mas também no período pós-vida de Daviz Simango”, defende Wilker Dias, insistindo que o partido precisa unir a elite e a base partidária.

    Aquele analista político é ainda de opinião que o vencedor destas eleições internas tem a dura missão de recuperar a imagem e o prestígio do MDM.

    “A palavra de ordem deve ser união. A palavra união é a mais importante neste preciso momento, para unificar as vozes discordantes no seio do partido”, precisou Wilker Dias, adiantando que além de ser carismático, o novo presidente deve ter “alta visão política” sobre os ideais do movimento.

    Por sua vez, o professor universitário e também analista político Messias Uarreno, entende que o Congresso, além de ser um marco de sucessão de liderança, deve significar a reconstrução do partido que tem um histórico de “um crescimento atípico na arena política” que, no entanto, depois mergulhou-se em sucessivas crises.

    “A questão da unidade eu penso que é a grande marca na postura” do líder a sair deste Congresso, observa Messias Uarreno, atendendo as fricções que provocaram divisões internas na militância do partido.

    Para ele o futuro presidente “tem que ser um líder capaz de pegar aquilo que são os ideais do MDM e torná-los cada vez mais intensos” na sua governação e “pautar por um MDM para todos, inclusivo e acima de tudo combater aquilo que é o tribalismo”.

    O congresso realiza-se na Beira.

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