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    Autoridades portuguesas e espanholas desmantelam rede de contrafação de roupa

    Pedro Portugal Gaspar, diretor-geral da ASAE (Foto LUSA)
    Pedro Portugal Gaspar, diretor-geral da ASAE (Foto LUSA)

    A ASAE anunciou o desmantelamento de uma rede que atuava em Portugal e em Espanha, ligada à contrafação e uso ilegal de marca, tendo constituído 91 arguidos, dos quais 23 em Portugal.

    Em declarações aos jornalistas, o inspetor-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Pedro Portugal Gaspar, explicou que foram investigadas 37 fábricas no norte de Portugal, tendo sido apreendidos 656.955 artigos, entre calçado e roupa, com o valor total das apreensões a chegar aos 448.724,38 euros.

    Estas apreensões foram realizadas no âmbito de uma operação conjunta entre a ASAE e o Corpo Nacional da Polícia espanhola, que decorreu entre dezembro do ano passado e este ano, na região norte de Portugal e em Espanha.

    Foram realizadas diversas investigações no âmbito do crime de contrafação, uso ilegal de marca e posse de produtos contrafeitos que visaram identificar as ligações entre operadores económicos que se dedicam ou auxiliam a atividade de produção e circulação de produtos contrafeitos.

    Dos ilícitos criminais em investigação destacam-se fraude sobre mercadoria, contrafação e uso ilegal de marca.

    Em Portugal foram realizados 74 mandados de busca e em Espanha 42, que incluíram buscas domiciliárias, não domiciliárias e buscas em empresas e viaturas.

    Em Portugal foram apreendidos 656.955 artigos e em Espanha 41.613.

    Em Portugal foram ainda apreendidas quatro armas de fogo, 50 munições, um colete balístico, um computador, cunhos e moldes.

    Segundo o inspetor-geral da ASAE, das 37 fábricas investigadas no norte do país, uma foi encerrada.

    «Estas fábricas serviam de plataforma de abastecimento» para distribuição em Espanha, afirmou Pedro Portugal Gaspar.

    Segundo o responsável da ASAE, a rede tinha elementos do norte de África que trabalhavam em território espanhol.

    O mesmo explicou que a operação se desenvolveu em quatro fases e em quatro locais distintos: Taipas de Guimarães, Barcelos, Guimarães e Fafe. (tsf.pt)

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