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    União Europeia recomenda “fortemente” teste negativo à Covid-19 a quem viaja da China

    Os Estados membros da União Europeia, com a presença dos parceiros do espaço Schenghen, acordaram esta quarta-feira uma série de medidas, incluindo a recomendação de “encorajar fortemente” a imposição de apresentação de teste negativo à Covid-19 a todos os passageiros provenientes da China para países da União Europeia.

    Os testes devem ser efetuados nas 48 horas anteriores à partida na China.

    Os “27” acordaram também na recomendação a todos os passageiros oriundos ou a caminho da China o uso de “máscaras médicas” ou respiradores FFP2/N95/KN95. Os viajantes e o pessoal de voo ou a trabalhar em aeroportos devem reforçar as medidas de higiene pessoal e de proteção sanitária.

    Os Estados membros da UE são ainda aconselhados a:

    realizar, à chegada, testes aleatórios de despistagem de Covid-19 aos viajantes oriundos da China e a sequenciar todos os resultados positivos para reforçar o controlo da situação epidemiológica entre os “27”;

    testar e a sequenciar as águas residuais dos aeroportos que recebam voos provenientes da China;

    manter a promoção da vacinação anticovid, incluindo as doses de reforço, em especial entre os grupos mais vulneráveis.

    Alguns países europeus, como França, Espanha ou Itália, já iniciaram de forma unilateral os controlos dos passageiros oriundos da China devido ao agravar da situação naquele país, tido como “berço” do SARS-CoV-2, em dezembro de 2019.

    O Reino Unido e os Estados Unidos também já tomaram medidas para tentar prevenir a importação de casos depois de a China ter anunciado a abertura total das fronteiras a partir de 8 de janeiro, depois de ter adotado em março de 2020 uma política de tolerância zero contra a Covid-19, que já terá contribuído para mais de 6,7 milhões de mortes em todo o mundo em três anos.

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) reuniu-se esta semana com representantes do governo chinês para tentar esclarecer o agravamento da epidemia no país onde habitam 1,4 mil milhões de pessoas.

    A OMS emitiu depois um comunicado onde apenas revela não ter sido identificada nenhuma nova variante ou sub-variante do SARS-CoV-2 com interesse nos dados recolhidos pelas autoridades de saúde de Pequim, mas o diretor da OMS para Emergências admite que os dados fornecidos não são esclarecedores da gravidade da situação na China.

    “Acreditamos que os atuais números publicados pela China não representam o impacto real da doença nas admissões hospitalares, em termos de cuidados intensivos e em particular no número de mortes”, afirmou Mike Ryan.

    A China tem anunciado o registo de cinco ou menos mortes por dia no quadro da Covid-19 desde que decidiu alterar a política anticovid e as mortes passaram a ser contabilizadas apenas para casos de pneumonia ou de falha respiratória provocadas pela infeção por SARS-Cov-2.

    A OMS entende que as mortes devem ser inscritas no quadro da Covid-19 se a causa for “uma doença clinicamente compatível” com uma infeção confirmada ou provável por SARS-Cov-2.

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