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    União Europeia pondera sanções aos colonos israelitas que atacam palestinianos

    União Europeia tenta consenso para penalizar as agressões a palestinianos nos territórios ocupados da Cisjordânia. Se falhar a unanimidade, há países decididos a agir de forma unilateral

    A União Europeia está a ponderar impor sanções contra os colonos israelitas que têm cometidos atos violentos contra palestinianos na Cisjordânia. Entre as penalizações em cima da mesa dos “27” estão, por exemplo, o bloqueio de vistos e controlos mais apertados para os produtos oriundos dos colonatos.

    Desde o ataque terrorista do Hamas de 7 de outubro, houve um claro aumento dos atos violentos contra palestinianos, incluindo a destruição de escolas e residências, o roubo de oliveiras seculares e até expulsões do respetivo território.

    De acordo com ONG israelitas, mais de 250 palestinianos, incluindo crianças, foram mortos em ataques violentos de colonos ocorridos após o lançamento da contraofensiva israelita em Gaza.

    Alguns países como a França, a Bélgica ou a Irlanda dizem-se abertos a sancionar os colonos israelitas de forma unilateral, se falhar o necessário acordo total a nível europeu.

    “Temos de ser muito claros, da parte da União Europeia. Não consideramos de forma alguma aceitável este comportamento dos colonos. Temos de tomar medidas para demonstrar, tanto simbólica como realmente, a nossa oposição ao que se está a passar neste momento na Cisjordânia”, afirmou Micheál Martin, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Irlanda.

    É pouco provável que todos os Estados-membros concordem com sanções desta natureza, mas na União Europeia é necessária unanimidade.

    Não basta que o chefe da diplomacia, Josep Borrell, tenha repetidamente condenado a violência dos colonos israelitas e até os Estados Unidos ameaçaram sancionar quem ataca gratuitamente os palestinianos.

    Os Estados Unidos, por exemplo, parecem estar bastante ligados a Israel, mas quando se trata dos colonos, até o próprio Departamento de Estado foi ao ponto de dizer ‘precisamos de sancionar os colonos que estão a cometer crimes violentos’. Por isso, se os Estados Unidos e o Departamento de Estado podem fazê-lo, seria uma deceção a falta de capacidade de agir se os Europeus não estiverem unidos”, considerou Georg Riekeles, o diretor do Centro de Política Europeia.

    Este novo regime de sanções que está a ser ponderado em Bruxelas tem também no alvo membros superiores do Hamas, o grupo palestiniano já catalogado como organização terrorista pela União Europeia.

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