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    França: Lei será aplicada, diz ministro francês sobre humorista acusado de antissemitismo

    Dieudonné e o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad (DR)
    Dieudonné e o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad
    (DR)

    Interrogado sobre o caso do humorista francês Dieudonné, acusado de declarações anti-semitas, o ministro do Interior francês, Manuel Valls disse neste sábado (11) que a lei será aplicada com “serenidade e firmeza”. Depois de ter suas apresentações proibidas em diversas cidades, Dieudonné decidiu criar uma nova versão para o espectáculo.

    O ministro francês divulgou uma circular pedindo às secretarias de Segurança Pública de diversas cidades da França que proibissem as apresentações do humorista, conhecido pela sua ligação com a extrema-direita e proximidade com figuras polémicas, como o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Dieudonné é inventor da ‘quenelle’, um gesto que lembra uma saudação nazista invertida.

    No dia 28 de Dezembro, o jogador francês Anelka, do West Bromwich, reproduziu a saudação em público, relançando a polémica sobre o humor provocativo de Dieudonnée, condenado diversas vezes por incitação ao ódio.

    O ministro francês decidiu então buscar meios jurídicos e proibir suas apresentações. Além da cidade de Nantes, Bordeaux, Orleães e Paris também exigiram que o espectáculo ‘’O Muro’’ saísse de cartaz.

    Os recursos impetrados pelos advogados do humorista foram rejeitados pelo Conselho de Estado, a mais alta jurisdição na França, uma vitória para o governo.

    Neste sábado, Dieudonné anunciou que “abandonaria” seu espectáculo “O Muro”, que está por trás da polémica, e se dedicaria a um novo trabalho, cujo conteúdo, por enquanto, será mantido em segredo.

    “Não sou nazista, nem anti-semita, mas como vivemos em um estado de Direito, devo me conformar com a lei e as regras que regem essa democracia”, disse. “Em meu espectáculo de hoje, não haverá as declarações que desencadearam o problema na Justiça”, acrescentou.

    O humorista, condenado diversas vezes por anti-semitismo, deplorou a “ingerência política” que conduziu às proibições de seu espectáculo. (rfi.fr)

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