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    Italia: Costa Cruzeiros atribui acidente a “erro humano indiscutível”

    O dono da Costa Cruzeiros, à qual pertence o navio que naufragou na sexta-feira na costa italiana, com 4.229 mil pessoas a bordo, afirmou hoje que o acidente foi provocado por um erro “indiscutível” do capitão da embarcação. As buscas por sobreviventes da tragédia foram retomadas, depois de terem sido suspensas devido ao mau tempo.

    Emocionado durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira em Gênova, na Itália, Pier Luigi Foschi homenageou os membros da tripulação do navio, que segundo ele agiram como “herois”. “Eles conseguiram evacuar mais de 4 mil pessoas em duas horas”, afirmou. “O trajeto escolhido pelo capitão é uma iniciativa da sua vontade, contrária às regras escritas e certificadas”, disse Foshi, que parecia conter as lágrimas durante vários momentos da entrevista.

    O comandante do navio, Francesco Schettino – preso desde sexta-feira por homicídios múltiplos e abandono do navio – está sendo acusado, por testemunhas, de ter se aproximado demais da costa da ilha de Giglio, apenas para sinalizar os habitantes do local sobre a presença da embarcação. Foschi disse que a empresa “não aprova e não previa” essa manobra, e lembrou que se tivesse ocorrido um problema técnico, os alarmes teriam soado.

    Pelo menos seis passageiros morreram e mais de 60 ficaram feridos, além de 14 que permanecem desaparecidos. Entre os mortos estão quatro turistas – dois franceses, um italiano, um espanhol -, um empregado peruano e uma sexta vitima que ainda não pôde ser retirada do local.

    As buscas foram suspensas nesta manhã devido ao mau tempo, que fez o Costa Concordia deslizar 9 centímetros em direção ao fundo do mar. O navio está apoiado sobre rochas, nas proximidades da ilha de Giglio. Horas depois, com a diminuição do vento e da agitação do mar, as tentativas de resgate foram retomadas.

    “O navio não tinha problemas de segurança. Ele tem diversos dispositivos de segurança ultra seguros”, explicou, ressaltando que última inspeção aconteceu em dezembro. O proprietário da companhia destacou que a Costa Cruzeiros tem 24 mil funcionários e que o “prejuízo direto” pelo naufrágio será de 93 milhões de dólares. “Não cogitamos nem mudar o nome da companhia nem as perspectivas.”

    Foschi espera que até domingo seja possível determinar a melhor forma de erguer o barco, e por enquanto não se sabe se haverá perda total da embarcação ou se ela poderá ser consertada.

    Fonte: RFI

    Foto: REUTERS/Max Rossi

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