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    Levantamento da cerca sanitária evita custos mas não garante mais vendas

    Depois de estar fechada durante um ano e seis meses devido às medidas de prevenção contra Covid-19, a cerca sanitária em Luanda levantada no dia 31 do mês passado, conforme o Decreto Presidencial n.º 207/21, é encarada como um factor que deverá aliviar as despesas dos empresários que actuam no mercado nacional.

    A cerca sanitária fixada na capital do País impedia a entrada e saída de pessoas e, em casos urgentes e necessários, as pessoas eram obrigadas a apresentar um teste negativo num dos postos de controlo de acesso a Luanda, pelo que, a eliminação do s testes e de outras exigências vêm minimizar os custos das empresas. Segundo o empresário Felisberto Capamba, director executivo de uma empresa de mobiliário, a HabiTec, o fim da cerca sanitária representa para a sua empresa uma redução de custos na movimentação de pessoal que opera em várias províncias e que passa obrigatoriamente em Luanda.

    “O transporte de cargas fica mais facilitado, porque anteriormente haviam enormes problemas. Perdia-se muito tempo na obtenção dos testes, nos controlos, pois muitos polícias interpretavam mal a lei e criavam todo o tipo de prejuízos”, ressaltou.

    Essa abertura da capital do País acaba por ser um alívio para muitas das empresas que produzem fora de Luanda, como é o caso da HabiTec que fabrica móveis e que tem a sua base de produção no Huambo. Porém, não significa que as empresas terão mais rendimento, lamenta o responsável.

    “O que vai acontecer é um equilíbrio, porque os custos agravaram com a cerca sanitária, mas em termos de venda a nova medida não nos traz melhorias. Só vai devolver a normalidade que tínhamos antes, pois com a recessão económica que o País tem vivido o poder de compra baixou muito”, mencionou.

    Face à crise que o País atravessa, com uma quebra brutal no poder de compra nos últimos anos – agravada com a depreciação do Kwanza face ao dólar cambial que resultou da reforma cambial iniciada em 2018 – esta ligeira abertura da economia é ainda insuficiente para garantir a estabilidade das empresas.

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