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    Eleições Gerais 2022: “Comissão Nacional Eleitoral deve colocar-se acima de qualquer suspeita” – Bispos da CEAST

    Terminou esta segunda-feira, na diocese de Benguela, a primeira plenária ordinária anual dos bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé.

    Por: Pedro José Mbinza

    A mensagem pastoral sobre as eleições gerais a decorrer em Agosto próximo, foi apresentada em conferência de imprensa pelo presidente da CEAST, Dom José Manuel Imbamba e tornou-se no ponto maid alto da reunião dos bispos católicos na medida em que os angolanos aguardam com muita expectativa as quintas eleições gerais angolanas.

    O documento recomenda à Comissão Nacional Eleitoral a colocar-se acima de qualquer suspeita, para que as eleições gerais sejam justas e transparentes, como desejam todos os angolanos.

    Bandeiras do MPLA, UNITA E CASA-CE (DR)

    Construção da nação

    “Obviamente, a construção da nação e a consolidação do Estado são um complexo de múltiplos elementos e processos. Neste quadro, os bispos destacaram o complexo processo existenciais 5° eleições gerais que se aproximam. Essas comportam desafios próprios, que, por sua vez, demandam uma reflexão contextualizada. Ela resulta do facto de que, como nos exorta Jesus, embora não sejamos deste mundo, estamos neste mundo, onde trabalhamos para garantir o nosso lugar na eternidade, tal inclui o nosso contributo para a construção da nação e consolidação do Estado”, avançou o bispo.

    Uma delegada eleitoral mostra um boletim de voto durante a contagem no fim das eleições gerais em Luanda, Angola. 13 de Agosto 2017
    (DR)

    Superação do sistema eleitoral

    O documento reforça ainda que as eleições gerais do nosso país têm sido consideradas, geralmente, livres e justas, mas não têm excluídos alegações em sentido contrário e algumas com fundamentos que têm merecido competente ponderação. Essas alegações têm apresentado conteúdos e formas diferentes, sendo uma ilustração delas as recentes intervenções do presidente da república, bem como as discussões na assembleia nacional. Tudo isto ocorrido em 2021, no âmbito da aprovação do pacote legislativo eleitoral. Para os bispos católicos, isto é evidência suficente da necessidade de contínua superação das imperfeições no nosso complexo sistema eleitoral.

    Jurista considera que congelamento de todos os ativos dos generais angolanos “Dino” e “Kopelipa” nos EUA é uma medida tardia. E diz que atuação norte-americana talvez acelere a resposta do Ministério Público em Angola.
    (DR)

    Exigência do princípio de Justiça

    Enquanto vamos progredindo como nação e Estado, destacam o princípio de que é um anseio de justiça esperar que cada interveniente no processo eleitoral faça bem, digna e completamente o que lhe compete, tal incumbência recai sobre todos, mas de maneira distinta sobre cada um, indo do presidente da república aos parlamentares, magistrados, partidos políticos concorrentes, seus líderes e militantes, órgãos de comunicação social, observadores, eleitores e demais intervenientes.

    (Foto: D.R.)

    Apelo aos órgãos de comunicação social

    Os grandes ideais, de acordo com bispos, constam da constituição da república, das leis, dos tratados internacionais de que Angola é parte, bem como dos objectivos de desenvolvimento sustentávei da agenda 2030 e semilares, mas para serem realizados exigem programas concretos, mensuráveis, calendarizados, devidamente orçamentados e factíveis. Neste sentido, entendem os bispos, é uma obrigação de honestidade de na campanha eleitoral os partidos políticos transitarem das promessas vagas para programas que os leitores deverão perceber e analisar muito cuidadosamente. Aqui, os órgãos de comunicação social jogam um papel fundamental na divulgação dos valores morais e cívicos, referentes à boa convivência em sociedade e ao amor à pátria. Infelizmente, tal como constatamos ontem, tornamos a repiti-lo hoje, os órgãos de comunicação social, sobretudo os estatais, têm sido excessivamente unilaterais e tendenciosos. Para a sua credibilidade, devem desempenhar o seu papel extremamente importante ao longo de todo o processo eleitoral com rigor e isenção, garantido o acesso à informação sobre os diferentes candidatos e programas políticos, noticiando com verdade e imparcialidade. Cada órgão de comunicação social deve assumir a responsabilidade de divulgar uma informação equilibrada e plural, o direito à informação plural é um dos pilares fundamentais de qualquer sistema democrático e é essencial para a consolidação da nossa democracia em Angola.

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