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    Zelensky quer ajuda da NATO e Rússia pediu apoio à China

    Numa altura em que a Rússia e a Ucrânia abriram nova via de negociações, desta vez por videoconferência, a Rússia atacou uma base militar quase na fronteira com a Polónia.

    À noite, Zelensky avisou que com o espaço aéreo ucraniano aberto não tarda as bombas caem em territórios de países da NATO, enquanto dos EUA chegam relatos e que Moscovo pediu ajuda a Pequim.

    Ajuda humanitária ainda não chegou a Mariupol

    A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, disse que o comboio humanitário voltou a falhar a entrada na cidade sitiada de Mariupol. A ajuda foi travada pelos bombardeamentos russos.

    “A coluna continuou na cidade de Berdiasnk”, ocupada pelas forças russas. “Vamos tentar amanhã chegar a Mariupol”, disse Iryna Vereshchuk, citada pela Ag~encia Reuters, quando aumentam os receios de uma crise humanitária daquela cidade do Bâltico.

    Irpin, nos arredores de Kiev.
    (Foto Afp)

    Biden e Macron garantem que Putin vai ser responsabilizado

    O presidente dos EUA, Joe Biden, falou com o homólogo francês, Emmanuel Macron, no domingo à noite. Na chamada telefónica, os dois líderes reafirmaram o compromisso de responsabilizar a Rússia pela invasão da Ucrânia.

    A conversa, este domingo, aconteceu horas depois de a Rússia bombardear a uma base militar na cidade de Yavoriv, a poucos quilómetros da Polónia, território da União Europeia e de país membro da NATO.

    (Foto Epa / Miguel A. Lopes)

    Rússia bloqueia acesso da Ucrânia ao Mar Negro

    O Ministério da Defesa do Reino Unido (MoD, na sigla original) dizem que a Rússia estabeleceu um bloqueio naval à Ucrânia na costa do Mar Negro, cortando as rotas do comércio marítimo ucraniano.

    Num relatório divulgado no domingo à noite, o MoD alerta para eventuais ataques russos anfíbios nas próximas semanas e acrescenta que operações do género já estão a desenrolar-se no Mar de Azov.

    Hospital Number 2, no abrigo subterrâneo de Zhytomyr, na Ucrânia.
    (Foto Epa / Miguel A. Lopes)

    China diz que tem como objectivo impedir “o descontrolo da guerra”

    Um porta-voz da embaixada da China, questionado sobre os relatos do New York Times e do Finantial Times sobre os alegados pedidos de ajuda militar e económica feitos por Moscovo a Pequim, disse que o objetivo dos chineses é “evitar que a guerra se descontrole”.

    Liu Pengyu disse, citado pela Agência Reuters, que a situação na Ucrânia “é desconcertante” e que o objetivo da China “é evitar uma escalada” do conflito.

    Rússia pediu ajuda financeira e militar à China

    Dois jornais norte-americanos, citando fontes oficiais, escrevem, domingo, que a Rússia pediu ajuda económica e militar à China.

    O “Finantial Times”, citando governantes não identificados, diz que a Rússi começou a pedir equipamento militar no início da invasão, a 24 de fevereiro. Segundo o relatório mencionado por aquele jornal, a China estaria a ponderar fornecer ajuda.

    Já o “New York Times” cita fontes oficiais da admnistração Biden para dizer que a Rússia pediu ajuda económica à China para mitigar os efeitos das vastas sanções internacionais.

    Zelensky pede a NATO que estabeleça zona de exclusão aérea na Ucrânia

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky pediu hoje, mais uma vez, à NATO para estabelecer uma zona de exclusão aérea sobre o seu país, alertando que, caso não o faça, os seus Estados-membros poderão ser atingidos por projéteis russos.

    “No ano passado avisei claramente os líderes da NATO que, se não fossem tomadas medidas duras preventivas contra a Federação Russa, começaria uma guerra”, acrescentou Zelensky.

    Zelensky falou com Charles Michel sobre adesão à União Europeia

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falou ao telefone com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, este domingo à noite. “Discutimos o incremento do apoio financeiro para a Ucrânia e as sanções para pressionar o agressor”, disse o líder ucraniano, no Twitter.

    “Foi dada atenção especial ao processo negocial para a entrada da Ucrânia na União Europeia”, acrescentou Zelensky.

    Boris Johnson condena “acções bárbaras de Putin” na Ucrânia

    O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse, este domingo, que “as bárbaras acções de Putin que levaram ao assassinato de Brent Renaud e outros civis inocentes são um teste não só para a Ucrânia como para toda a humanidade”.

    Numa mensagem na rede social Twitter, Boris Johnson diz que falou com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. “Assegurei-lhe que vamos continuar a fazer tudo o que pudermos para acabar com este desastroso conflito”, disse o primeiro-ministro britânico.

    UNESCO lamenta morte do jornalista Brent Renaud

    A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lamentou a morte do realizador e jornalista norte-americano Brent Renaud, na Ucrânia, sublinhando “o papel fundamental” dos jornalistas em cenários de guerra.

    “Os jornalistas têm um papel fundamental em informar sobre os conflitos e nunca devem ser um alvo. Apelo ao respeito pelas normas humanitárias internacionais, para que jornalistas e trabalhadores dos media sejam protegidos”, afirmou hoje a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, em comunicado.

    O jornalista e realizador Brent Renaud e o fotógrafo norte-americano Juan Arredondo foram hoje atingidos, quando seguiam numa viatura na cidade de Irpin, a oeste de Kiev.

    Ucrânia: Serviços de saúde em risco de colapso após 31 ataques

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou, hoje, para o risco de os serviços de saúde ucraniano colapsarem, depois de ter sido alvo de pelo menos 31 ataques que mataram 12 pessoas e feriram 34.

    “O sistema de saúde na Ucrânia está claramente sob tensão e o seu colapso seria uma catástrofe”, referem os diretores executivos de UNICEF, do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) e Organização Mundial da Saúde (OMS) numa declaração conjunta hoje emitida e citada pela agência France-Presse (AFP).

    Uma contagem da UNICEF documentou 31 ataques a serviços de cuidados de saúde que provocaram “pelo menos 12 mortos e 34 feridos”.

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