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    Zambelli diz que é “impossível cumprir” determinação de entregar arma em até 48h

    Carla Zambelli foi ordenada a entregar sua arma de fogo à Justiça em até 48 horas

    Deputada garantiu que é impossível cumprir a decisão porque está fora do Brasil

    Ela afirmou, ainda, que vai recorrer da determinação

    Ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes a entregar sua arma de fogo em até 48 horas, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou que é “impossível cumprir” a determinação.

    Mendes decretou na última terça-feira (20) a suspensão do porte de armas de Zambelli e deu prazo de dois dias para que a deputada cedesse voluntariamente a pistola e a munição com as quais perseguiu um homem em outubro.

    Em contato com a coluna de Paulo Cappelli no portal Metrópoles, no entanto, a política garantiu que não pode cumprir a medida por estar fora do Brasil.

    “Impossível cumprir determinação para devolver minha arma em 48 horas. Estou em missão oficial fora do país e só retorno no dia 23 (sexta-feira). Portanto, nem que quisesse eu conseguiria”, declarou.

    “Ainda não fui intimada sobre essa decisão do STF. Então vou aguardar a intimação para saber que providências jurídicas tomarei”, completou.

    Zambelli explicou, ainda, que pretende recorrer da decisão, por entender que a Procuradoria Geral da República (PGR) cometeu erros nos argumentos apresentados.

    Entenda a determinação
    A decisão de Gilmar Mendes atendeu ao pedido feito pela PGR na segunda-feira (19).

    Na solicitação, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, destaca que a deputada “apontou arma de fogo” contra uma pessoa por “desavenças verbais e políticas”, situação que faz necessária a adoção de medidas cautelares que evitem a reincidência de tais atos.

    Ela afirma ainda que, embora a parlamentar tenha porte de arma de fogo para defesa pessoal, a legislação não lhe autoriza “o uso ostensivo, nem adentrar ou permanecer em locais públicos ou onde haja aglomeração de pessoas”, situação constatada no caso em análise.

    Relembre o caso
    No dia 29 de outubro, véspera do segundo turno das eleições, Zambelli sacou uma pistola e a apontou para um homem no meio da rua em área nobre de São Paulo. Eles discutiam por motivos políticos, já que a vítima tinha posição contrária à bolsonarista.

    Ela afirmou que foi xingada e empurrada, mas um vídeo mostra que ela tropeçou e caiu, sem ter sido encostada pelo rival.

    Segundo testemunhas, Zambelli entrou em um estabelecimento com a arma apontada dizendo “só vou te liberar se pedir desculpa”, além de repetir “deita no chão”. Em determinado momento, o homem negro levantou as mãos para o alto, pediu desculpa e deixou o local. Zambelli teria então dito que só “não o prenderia porque hoje não é permitido”, em alusão à lei eleitoral em vigência.

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