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    Washington apoia Corno de África

    Os Estados Unidos vão doar mais de 100 milhões de dólares à região do Corno de África, anunciou o secretário de imprensa da Casa Branca. Jay Carney disse que o presidente americano Barack Obama aprovou 105 milhões de dólares “aos esforços para aliviar a crise alimentar no Corno da África” e que os fundos vão ajudar a providenciar comida, abrigo, água e serviços de higiene e saúde aos necessitados da região.
    O anúncio foi feito numa altura em que a mulher do vice-presidente americano visita o campo de refugiados de Dadaab, no leste do Quénia.
    O complexo é o maior campo de refugiados do mundo e atrai diariamente centenas de somalis. Segundo o último relatório da ACNUR, cerca de 10 mil refugiados somalis chegaram à Dadaab nas últimas semanas e o fluxo de refugiados que chegam ao complexo aumentou para 1.500 pessoas por dia.

    Nações Unidas

    O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) enviou pela primeira vez, em cinco anos, um avião com ajuda humanitária para Mogadíscio, informou na segunda-feira um comunicado da agência.

    A nota indica que o avião transportou até Mogadíscio mais de 30 toneladas de ajuda, como tendas de acampamento, cobertores e utensílios de cozinha. “Gostaríamos de distribuir ajuda também no sul da Somália, onde foi declarada estado de fome em duas regiões, mas dependemos da situação de segurança na região”, frisou o texto.
    O documento calcula que 100 mil somalis chegaram a Mogadíscio nos últimos dois meses em busca de alimentos e ajuda, situação que motivou o envio aéreo de ajuda para agilizar o processo que até agora ocorria por terra e mar.
    O primeiro de três aviões que as Nações Unidas pretendem enviar para a Somália chegou à capital somali no dia em que a ONU lançou um site em português através do qual é possível fazer doações às vítimas da seca:www.onu.org.br/chifredaafrica.
    Entretanto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelou que cerca de metade das famílias na região de Turkana, no Quénia, não consegue alimentar-se mais de uma vez por dia devido à seca. Dados do governo do Quénia referem que a seca causou a morte de mais de 3,5 milhões de cabeças de gado no país e que ainda não há um número estimado de pessoas mortas.
    A Cruz Vermelha indicou que a situação dos quenianos na região fronteiriça com o Uganda, Sudão do Sul e Etiópia fica pior devido à ameaça de ladrões sudaneses e etíopes, que criam obstáculos à distribuição da ajuda alimentar.

    Fonte: Jornal de Angola

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