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    Vice-presidente do MPLA apela maior responsabilidade na gestão financeira

    O vice-presidente do MPLA, partido governante de Angola, Roberto Víctor de Almeida, disse sábado, no Dundo, província da Lunda Norte, que a cultura da impunidade deve acabar, apelando, por isso, os gestores e utilizadores dos recursos financeiros maior responsabilidade na realização das tarefas e acções programadas.

    O político discursava para mais de dez mil militantes e amigos do MPLA concentrados no Estádio Sagrada Esperança, para festejar o 59º aniversário da fundação do partido a 10 de Dezembro de 1956, onde realçou a necessidade das estruturas de inspecção e fiscalização redobrarem esforços no acompanhamento da gestão dos recursos disponíveis, de modo a garantir melhor desempenho e transparência.

    Advertiu que a actual situação económica e financeira do país exige sacrifício e união de todos para ultrapassá-la “ pois a nossa trajectória é de luta e de victórias”, encorajando a criatividade e a racionalidade para transformar a crise em oportunidades para a diversificação da economia e estimular o aumento da produção nacional.

    Deste modo, o vice-presidente do MPLA condiciona a transformação rápida de Angola à uma nova mentalidade, o que passa necessariamente pela formação do homem, ao contrário do que aconteceu na época colonial em que o ensino primário, relegado aos autóctones, se oficializou a partir de 1845 e o superior apenas em 1962.

    À este respeito, revelou estarem matriculados mais de duzentos mil estudantes como resultado da expansão do ensino num país independente, tendo indicado que só em 2014 graduaram-se mais de treze mil e quinhentos no ensino superior ao nível nacional.

    Fazendo uma breve incursão à história, Roberto de Almeida, enfatizou a estratégia da paz em 2002, sob a liderança do presidente, José Eduardo dos Santos, que permitiu a normalização do país e ganhos que dispensam referências por serem demasiado evidentes.

    No acto que decorreu sob o lema “MPLA com o povo, rumo à victória” o partidário admite haver ainda muito por se fazer, tendo em conta o quanto a guerra afectou o tecido social no que tange ao amor para com o próximo, ao patriotismo e a ética, entre outros valores morais e cívicos perdidos, que caracterizam a matriz social e cultural dos angolanos.

    A comitiva do vice-presidente, Roberto Víctor de Almeida, integrada pela secretária-geral da OMA, pelo responsável do grupo de acompanhamento à província da Lunda Norte, o segundo secretário nacional da JMPLA, nomeadamente, Luzia Inglês, Cândida Celeste da Silva, Francisco Boaventura Chitapa e deputados, entre outros membros do Secretariado do Bureau Político do MPLA. (ANGOP)

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