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    Veto na ONU foi uma farsa, diz Hillary Clinton

    A secretária de estado americana Hillary Clinton criticou o veto da Rússia e da China que impediram, neste sábado, a adoção de uma resolução contra a Síria no Conselho de Segurança da ONU, qualificando a votação de ‘farsa’. Ela defende a adoção de novas sanções para impedir o regime sírio de financiar a violência contra seu povo.

    A secretária de estado americana, que está em Sofia, capital da Bulgária, neste domingo, disse que o veto não impedirá os Estados Unidos de “apoiar as aspirações democráticas da oposição síria.” Neste sábado, ela chegou a cogitar o uso da força para colocar um fim na repressão no país, que já deixou 6 mil mortos, segundo as organizações de direitos humanos presentes no país. A decisão de chineses e russos de bloquear a resolução aconteceu um dia depois de um bombardeio em Homs, reduto da oposição, que teria deixado mais de 200 civis mortos. O regime sírio nega o ataque, o atribuindo a mercenários infiltrados.

    O projeto de resolução contra o regime sírio defendido pela Liga Árabe propunha a saída do presidente Bachar al-Assad, a formação de um governo de união nacional e as realizações de novas eleições. “O que aconteceu nas Nações Unidas foi uma farsa. Diante da neutralidade do Conselho de Segurança, nós e nosso parceiros e aliados que desejam um futuro melhor para o povo sírio devemos nos esforçar ainda mais fora do contexto das Nações Unidas”, disse Clinton.

    Os Estados Unidos propõem a adoção de novas sanções contra o regime de Bachar al-Assad, que incluiriam o bloqueio de ativos do regime sírio e da entrega de armamento no país. O objetivo é impedir o funcionamento “da máquina de guerra do regime sírio”, declarou a secretária de estado americana. Depois do fracasso do voto de sábado, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, também propôs a formação de um grupo de amigos do povo sírio na Europa e no mundo árabe para articular uma solução, a exemplo do grupo de amigos da Líbia, que apoiou a transição depois da queda de Kadafi.

    Liga Árabe tenta evitar intervenção militar

    O chefe da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, disse neste domingo que o grupo vai manter os esforços para evitar uma intervenção militar, uma possibilidade que chegou a ser cogitada por alguns países depois do veto no Conselho de Segurança da ONU. A Liga Árabe continuará trabalhando na mediação de uma solução política entre o regime e a oposição, segundo al-Arabi.O grupo se reúne no próximo sábado para avaliar a situação.

    Fonte: RFI

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