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    Universidades lusófonas defendem fundo para mobilidade estudantil na CPLP

    A Associação de Universidades da Língua Portuguesa (AULP) vai propor à CPLP a criação de um fundo para implementação do programa de mobilidade estudantil e de docentes, e do sistema de transferência de créditos no espaço lusófono.

    Falando aos jornalistas no final do XXII encontro da AULP, em Maputo, o presidente da organização, Jorge Ferrão, disse que não há verbas para se garantir a mobilidade estudantil e de docentes, bem como a transferência de créditos dos discentes no seio da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).

    Por isso, durante a cimeira da CPLP, em julho, na capital moçambicana, a AULP vai propor aos chefes de Estado e de Governo a disponibilização de um fundo para o efeito, mas, perante a crise que se verifica em muitos países, pretende também procurar novas parcerias fora da CPLP.

    “Além de maior flexibilidade nas ações, precisamos de alinhamento à agenda política da CPLP. Chegámos à conclusão de que realmente necessitamos de financiamento. Perante a crise que se verifica em muitos países, devemos ser inovadores e procurarmos novas parcerias fora da CPLP para vencermos as dificuldades”, disse Jorge Ferrão.

    O ministro da Educação moçambicano, Zeferino Martins, também defendeu a necessidade de a AULP redobrar esforços nas ações já iniciadas para fazer face aos novos desafios da organização.

    “Vamos continuar com as ações de creditação, qualidade das instituições, internacionalização do ensino superior, mobilidade académica, formação de pós-graduação para que as instituições estejam em pé de igualdade com outras, quer a nível da CPLP, como do resto do mundo”, disse Zeferino Martins.

    Para Orlando Quilambo, reitor da Universidade Eduardo Mondlane, a internacionalização do ensino superior é uma das saídas para a sobrevivência da comunidade.

    “No que se refere à pós-graduação, é evidente que temos que embarcar nela para corresponder às potencialidades económicas e de reserva em termo de recursos naturais que apresentamos. A internacionalização do ensino é uma questão de sobrevivência para a nossa comunidade”, afirmou.

    FONTE: Lusa

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