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    UNITA diz que OGE é “cheque em branco” para enriquecer “amigos” do MPLA

    Principal partido da oposição angolana justifica vota contra o Orçamento Geral do Estado para 2023 aprovado pelo Parlamento

    O maior partido da oposição angolana, a UNITA, disse ter votado contra o Orçamento Geral do Estado (OGE) por considerar que é “carta branca” para a corrupção.

    A vice-presidente do grupo parlamentar da UNITA Albertina Ngolo explicou aos jornalistas em conferênciade imprensa nesta terça-feira, 14, que o seu partido não quer ser cúmplice ao passar um cheque em branco, por via do OGE.

    O documento foi aprovado ontem pelo MPLA, no poder, e os demais partidos da partidos da oposição, PRS, FNLA e PHA.

    “Onde é que estão os ricos deste país? Começam na Presidência da República, nós vamos apoiar a corrupção, os roubos, enquanto a maioria dos angolanos vive na miséria?”, interrogou-se Ngolo que respondeu: “Não, esta cultura de roubo e corrupção, usar o Parlamento para passar cheque em branco, para que o Presidente da República aproveite e enriqueça os seus amigos”.

    Monopólios e oligopólios, com a assinatura do PR

    Para a parlamentar, há uma concentração do poder económico num grupo restrito de angolanos com a assinatura do chefe de Estado.

    “Os monopólios ou oligopólios que estão na ribalta hoje, quem são estas empresas? São a Carrinho e a Omatapalo que estão em todas as áreas, esta tendência a UNITA não vai compactuar, não contém connosco”, acrescentou Ngolo.

    O facto de a educação continuar a ter apenas um digito no OGE, sete por cento do bolo, é para a UNITA um dos problemas e uma razão para votar contra.

    “Os tratados regionais internacionais atribuem 20 por cento ao sector da educação, aqui na SADC, veja na Zâmbia, aqui mesmo na RDC, por que eles investem na educação e na agricultura, porque são sectores chaves para alavancar qualquer nação, nós só estamos contra as prioridades traçadas pelo MPLA, 20 anos depois do calar das armas”, sublinhou a vice-presidente do grupo parlamentar da UNITA.

    Na discussão do OGE, a UNTA propôs aumentar a verba do sector de Saúde de 6,7% para 8%, a verba do sector da Educação de 7,75% para 10%, a da Agricultura de 3,7% para 5%, e a da Indústria de 0,6% para 1,9%.

    Aquele partido defende que, durante os cinco anos da legislatura, o Governo poderia aumentar gradualmente as dotações dos sectores da Saúde e da Educação e alcançar até 2027 os 15% e 20% recomendados por organizações e tratados internacionais.

    Por Manuel José

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    FonteVOA

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