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    UE amplia as sanções contra o Irão

    Chefes da diplomacia da União Europeia voltaram a analisar o dossier iraniano e recomendaram a aplicação de 'medidas drásticas' Fotografia: Afp

    Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) concordaram ontem em expandir as sanções contra o Irão com mais 180 nomes na lista de pessoas e entidades visadas cujos bens são congelados devido ao programa nuclear do país.
    Os ministros concordaram também em trabalhar para criar medidas punitivas adicionais mais fortes, que podem incluir diferentes sectores, entre os quais o da energia. Os nomes incluídos na lista são divulgados hoje.
    A decisão vem quase um mês depois de um relatório da AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) denunciar que o Irão tenta dotar-se de armas nucleares. O país nega veementemente em reiteradas ocasiões que queira fabricar armas atómicas.
    A UE mostrou-se quarta-feira dividida sobre a possibilidade de aplicar sanções ao Irão com um embargo ao petróleo do país. Vários membros do bloco europeu – como Espanha, Grécia e Itália – são contra o embargo petrolífero, já que são altamente dependentes do petróleo iraniano.
    Alguns governos do bloco defendiam ser cedo de mais para impor um embargo petrolífero ou para proibir empresas europeias de manterem negócios com o Banco Central iraniano, já que isso pode ter consequências económicas abrangentes.
    O embargo petrolífero, por exemplo, pode fazer a cotação do produto disparar. E a endividada Grécia precisa do petróleo iraniano, que lhe chega sob condições financeiras favoráveis. O Irão é o quinto maior exportador de petróleo do mundo. Antes da reunião dos ministros da UE, já o chefe da diplomacia britânica, William Hague, tinha garantido que ia pressionar por uma “intensificação das sanções” contra o Irão. O dirigente negou, porém, que vai haver retaliações pelo ataque à embaixada do Reino Unido em Teerão, ocorrido na terça-feira. A AIEA revelou no seu relatório que há indícios claros de que o Irão pode estar a desenvolver armas nucleares e afirmou que tem “sérias preocupações a respeito das dimensões militares do programa nuclear iraniano”.
    A entidade refere, ao citar informações de serviços secretos estrangeiros e investigações próprias, que o Irão “praticou actividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo nuclear explosivo”.

    O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que o seu país “não vai retroceder nem um pingo” no seu programa nuclear e qualificou como “absurdas” as acusações contidas no relatório.
    Ahmadinejad acusou a AIEA de “perder o seu prestígio” ao aceitar as pressões dos Estados Unidos e outros países ocidentais na redacção do relatório sobre o programa nuclear, informou o site da rede de televisão oficial iraniana.

     

    Fonte: JA

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