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    Timor-Leste: Segurança e estabilidade dão nota positiva a PM Xanana Gusmão

    As questões relacionadas com os setores da defesa e segurança e a estabilidade existente em Timor-Leste são as notas positivas dadas ao Governo de Aliança de Maioria Parlamentar, que recebeu críticas por alegados casos de corrupção.

    O executivo da Aliança de Maioria Parlamentar (AMP) esteve no poder nos últimos cinco anos e surgiu na sequência de uma coligação pós-eleitoral, feita após as legislativas de 2007, entre o Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), liderado por Xanana Gusmão, e mais três partidos políticos.

    “O governo da AMP governou mal. Se houve alguma coisa que efetivamente correu bem, foi aquilo que esteve praticamente na dependência do primeiro-ministro, em que a influência de Xanana Gusmão pesou bastante”, afirmou Mário Carrascalão, antigo vice-primeiro-ministro daquele executivo.

    Mário Carrascalão, que é também vice-presidente do Partido Social-Democrata, que integra a AMP, referia-se à solução encontrada para os mais de 150.000 deslocados internos na sequência da crise política e militar iniciada em 2006.

    “Isso é sem dúvida nenhuma devido à influência” do primeiro-ministro, disse, acrescentando que a reorganização da Polícia Nacional e das forças armadas também foram possíveis devido a Xanana Gusmão.

    A mesma opinião partilha o bispo de Baucau, Basílio Nascimento, que entre as “duas ou três coisas” que falam a favor do Governo destacou a pacificação do país.

    “Vamos esperar que a calma se mantenha, mas penso também que houve um investimento bastante grande, sobretudo a nível de consciencialização do clima de paz. Vamos a ver se nos mantemos”, afirmou Basílio Nascimento.

    As grandes críticas ao executivo liderado por Xanana Gusmão referem-se às partes financeira e administrativa, com acusações de alegada corrupção.

    “A corrupção é o pior aspeto deste Governo, principalmente devido ao facto de ser dominado por independentes que não têm de prestar contas de responsabilidade a ninguém. Só prestam ao primeiro-ministro, que lhes perdoa tudo”, afirmou Mário Carrascalão.

    Para o bispo de Baucau, fala-se de corrupção, mas “não tem havido provas muito demonstrativas ou cabais de toda essa acusação que é feita”.

    “A gente vê a expressão das coisas, mas também é sempre muito difícil provar que isso é fruto da corrupção. Estou um bocado como aquela afirmação espanhola: Não sei se há bruxas, mas que as há, há”, afirmou.

    Segundo Basílio Nascimento, é justo enaltecer também as coisas positivas que foram feitas e uma delas é a eletrificação do país.

    “É uma coisa enorme, avassaladora e sufocante”, disse, sublinhando que permitiu melhorar a qualidade de vida das pessoas.

    “Isto seria completo se para além da eletricidade houvesse agora uma reparação de estradas”, acrescentou o bispo.

    FONTE: Lusa

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