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    Técnicos abordam educação especial

    Responsáveis do sector da Educação na cidade do Sumbe, Kwanza-Sul, analisam, desde quarta-feira e até hoje, várias questões relacionadas com a realidade angolana e a inclusão escolar da educação especial, num encontro técnico, do Instituto nacional de Educação Especial (INEE).
    Durante três dias, os técnicos do INEE vão falar da importância das actividades físicas na integração de alunos com necessidades especiais, traçar estratégias para diversificar o ensino especial com a intervenção do Ministério da Educação e criar políticas que regulam o funcionamento destas instituições, para permitir a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais em todos os níveis de ensino sem exclusão social.
    A vice-ministra da Educação Para o Ensino Geral e Acção Social, Ana Paula Inês, destacou, na abertura do encontro, que decorre sob o lema “de mãos dadas rumo ao ensino na diversidade”, a importância do fórum que vai permitir aos especialistas a discussão e troca de experiências que viabilizem o envolvimento de todos na materialização, com eficiência, dos objectivos do biénio académico 2011/2012 que prevê uma educação inclusiva.
    A acção vai municiar os participantes com instrumentos teóricos e práticos preciosos, para responderem aos próximos desafios, no tocante ao atendimento à população alvo, reconhecendo que a falta de meios técnicos e humanos também condiciona a actuação dos responsáveis destas áreas e põe em causa o futuro desta franja da sociedade.
    Paula Inês chamou a atenção das famílias para serem o exemplo da sociedade e terem amor ao próximo. “Devem ser as primeiras a demonstrar afecto pelos filhos que apresentarem alguma deficiência”, disse a responsável.
    O director provincial do Kwanza-Sul da Educação, Ciência e Tecnologia, Sabino Veríssimo, referiu que o encontro vem mostrar a preocupação que o Ministério tem para com as pessoas que necessitam de cuidados especiais. Explicou que no país não existem pessoas inúteis, mas sim desprovidas de instrução e que precisam de ajuda para desenvolver o seu intelecto para contribuir para o país. Na sua opinião, é preciso valorizar os meios e métodos de ensino que conduzam o indivíduo à aquisição de conhecimentos, valores e bons costumes para que as crianças com necessidades especiais tenham acesso a uma plena integração em relação a outras normais.
    Criado em 1979, o Instituto Nacional da Educação Especial controla actualmente mais de 800 instituições do ensino especial e 3.877 professores, que se encontram distribuídos pelas províncias do Cunene, Kwanza-Sul, Luanda, Huíla, Huambo, Kwanza-Norte, Benguela, Lunda-Sul e Namibe.

    Fonte: Jornal de Angola

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