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    Selecção Nacional domina há 22 anos

    Apesar da mudança de gerações, jogadores, equipa técnica e dirigentes, a Selecção Nacional Sénior Masculina de Basquetebol, que ganhou o primeiro Campeonato Africano das Nações, Afrobasket, em 1989, mantém, passados 22 anos, a mesma ambição, vencer, revalidar o título em sua posse (seis consecutivos, 11 no total), há exactos dez anos, e consequentemente garantir presença na disputa dos Jogos Olímpicos de Londres, no Verão de 2012.
    Com interregno em 1997, em Dakar, tendo conquistado a medalha de bronze, Angola é, ainda assim, apesar de ter menos participações que os outros grandes da modalidade, Egipto e Senegal, cinco títulos cada, e República Centro-Africana e Costa do Marfim, dois cada, o país que mais vezes venceu o campeonato africano da bola ao cesto no escalão seniores masculinos, desde a sua instituição, em 1962, no Cairo.
    Em 16 participações, iniciadas em 1980, em Rabat, Marrocos, a Selecção Nacional conquistou 11 campeonatos, três dos quais em solo pátrio, tendo sido o de 2007 inovado com a disputa, pela primeira vez em históricos de Afrobasket, em cinco cidades diferentes, Luanda (sede), Cabinda, Benguela, Huambo e Huíla.
    Os angolanos começaram a dar, sob a batuta do luso-guineense Mário Palma, em 1983, em Alexandria, no Egipto, os primeiros sinais de sucesso, quando conquistaram, com alguma surpresa, a medalha de prata, perdendo a final para os anfitriões.
    Em 1985, em Abidjan, Costa do Marfim, a equipa voltou a chegar à final, tendo perdido novamente para os donos da casa.
    A senda de vitórias começou em 1989, em Luanda, sob o comando do técnico angolano Vitorino Cunha. Daí em diante sucederam-se inúmeros triunfos dos hoje decacampeões. Para além de Vitorino Cunha, que conquistou três campeonatos, de 89 a 1993, a história da caminhada vitoriosa de Angola inclui, no comando técnico mais quatro nomes, dos quais dois angolanos e dois estrangeiros.
    O angolano Wlademiro Romero venceu um título e Mário Palma foi o estrangeiro com mais troféus erguidos, quatro. Em 2007 e 2009, Alberto de Carvalho “Ginguba”, angolano, e Luís Magalhães, luso-moçambicano, inscreveram também os seus nomes nos anais das glórias basquetebolísticas.

    Este ano, com uma renovação em 33,7 por cento, espera-se que o novo seleccionador, Michel Gomez, de nacionalidade francesa, 59 anos, venha a somar mais um título. A trajectória vitoriosa foi preparada pelos poucos jogadores angolanos que vinham praticando o basquetebol desde os últimos anos do tempo colonial, como Mário Octávio, Arnaldo Guimarães, Fernando Barbosa, Carlos Cunha, Gustavo da Conceição (actual presidente da federação), António Henriques “Tonecas”, António Guimarães, entre outros.
    Foram eles que criaram as bases para o grande edifício que é hoje constituído pelo número substancial e inédito de vitórias em campeonatos africanos.
    A geração a seguir, que começou a dar as primeiras alegrias ao país, teve como expoente máximo o poste Jean Jacques da Conceição, e nela sobressaíram ainda José Carlos Guimarães, David Dias, Aníbal Moreira, Zezé Assis, Artur Barros, Josué Campos, Boneco, Necas e Paulo Macedo. Nessa altura, o extremo Ângelo Vitoriano, o mais titulado dos jogadores nacionais, com oito Afrobasket´s, era já uma referência.
    Depois destes, as selecções subsequentes em que pontificam ou pontificaram nomes como os de Ângelo Vitoriano, Victor de Carvalho, Miguel Lutonda,Buíla Katiavala, Walter Costa, Victor Muzadi,Carlos Almeida, Edmar Victoriano “Baduna”, Benjamim Romano, Abdel Boukar, Benjamim Avô, Herlander Coimbra, Mário Belarmino Chipongue, Honorato  Trosso, Justino Vitoriano “Puna”, Silvío Lemos, Cristóvão Suingue, Joaquim Gomes “Kikas”, Carlos Morais, Armando Costa e Eduardo Mingas (alguns destes já passaram à reforma), são os principais responsáveis pelo grosso das vitórias em Afrobasket.
    Agora, sem os experientes Carlos Almeida e Miguel Lutonda, de fora por opção técnica, cabe à nova fornalha, liderada por Kikas, justificar a aposta feita pelo treinador  Michel Gomez.
    Deste grupo, destaque para as estreias dos extremos Simão Santos e Jorge Tati, para além do s postes Miguel Kiala e Valdelício Joaquim, este último, único atleta que joga no estrangeiro, no Colégio Hawai, nos Estados Unidos.

    Fonte: Jornal de Angola

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