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    Santos Silva “Coligação é um casamento de conveniência”

    Augusto Santos Silva (DR)
    Augusto Santos Silva (DR)

    O antigo ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, disse esta noite no programa ‘Os porquês da política’ da TVI24, que a coligação governamental é um “casamento por conveniência e que o congresso do CDS foi um “não acontecimento” onde Paulo Portas não teve “nada para apresentar” às principais vítimas das políticas de cortes do Governo. No seu habitual comentário, o socialista teve ainda tempo para lançar algumas farpas ao líder do PS, António José Seguro.

    Augusto Santos Silva foi bastante crítico quanto ao congresso do CDS que se realizou no passado fim de semana em Oliveira do Bairro. Para o socialista, a reunião magna centrista foi um “não acontecimento” pois Paulo Portas não explicou a sua “demissão irrevogável” nem disse se “provocou alguma mudança de política no sentido em que se propunha ser uma alternativa ao troikismo puro e duro”.

    O antigo ministro foi ainda mais longe ao afirmar que “Paulo Portas não tinha nada para apresentar que permitisse ao CDS voltar a ser o partido dos contribuintes e dos pensionistas que são as principais vítimas”.

    Sobre a coligação governamental, Santos Silva afirmou que Paulo Portas deixou claro, durante o congresso, que se trata de “casamento de conveniência”. “Ele hoje está incapaz de romper esse casamento porque quando o rompeu no verão passado os juros dispararam e a crise política prejudicou imenso o País”.

    Augusto Santos Silva antecipou ainda aquilo que acredita que será o discurso político das eleições legislativas de 2015. “A direita vai dizer que o PS trouxe a troika mas que foi a coligação que a expulsou. Este é um slogan eficaz, mas não é verdadeiro”, frisou, acrescentando que “quem trouxe a troika foi quem chumbou o PEC IV na Assembleia. Por isso, todos os partidos parlamentares podem dizer que trouxeram a troika, mas o PS não”.

    E relativamente ao PS, o antigo governante também atirou algumas farpas: “Muitas vezes quando passo no Largo do Rato onde é a sede do PS apetece-me dizer ‘Acordai’”, atirou, aconselhando o líder socialista a ter um “discurso mais eficaz”.

    Para Augusto Santos Silva, caso o PS seja chamado a colaborar na negociação das condições de um eventual novo apoio financeiro “não fará sentido” que não exija eleições até porque, sublinha, “Passos Coelho não é a pessoa mais adequada para negociar as condições de um novo programa”.

    E sobre um eventual novo programa, o socialista explica que não será um segundo resgate. “Chamar-se-á programa cautelar porque ninguém a Europa quer reconhecer que o programa de ajustamento falhou tanto e que, por isso, é preciso um novo resgate”. (noticiasaominuto.com)

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