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    Robert Mugabe diz que a OTAN é grupo terrorista

    O Presidente do Zimbabwe classificou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) como “uma organização terrorista” e acusou-a de “tentar matar o coronel líbio Muammar Kadhafi”.
    Robert Mugabe afirmou na segunda-feira numa homenagem aos heróis da libertação do Zimbabwe: “vejam o que eles estão a fazer na Líbia: é a OTAN contra a lei internacional. E por isso a Aliança Atlântica é uma organização terrorista, por desafiar a lei internacional”.
    O líder zimbabweano chamou aos dirigentes da OTAN “gente louca” que não respeita as leis. “Temos gente louca na Europa, que recusa e rejeita a verdade e desafia a lei internacional”, frisou, acusando a OTAN de “deliberadamente pretender assassinar Muammar Kadhafi depois de já terem morto alguns dos seus filhos”.
    A Aliança Atlântica, frisou o líder africano, “perdeu a legitimidade, tornou-se terrorista e tomem cuidado porque ela pode fazer isto em qualquer país africano para além da Líbia. Temos de estar sempre em estado de alerta e preparados”, alertou Mugabe.

    Rebeldes divididos

    O presidente dos rebeldes líbios do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafá Abdel Khalil, destituiu parte do seu governo, anunciaram à France Press dois porta-vozes do movimento rebelde. “O presidente do CNT dissolveu o poder Executivo e pediu a Mahmud Jibril – dirige o poder executivo – que reestruture a sua equipa e alguns certamente não vão regressar”, disse o porta-voz rebelde Mohamed el Kish. Outro porta-voz dos rebeldes líbios, Shamsidin Abdulmolá, confirmou a ordem de Mustafá Khalil.
    De acordo com as fontes, Mahmud Jibril vai exercer simultaneamente as funções de primeiro-ministro e de número dois da rebelião e formará um novo executivo. O novo governo tem 15 membros, encarregados da gestão dos territórios sob controlo rebelde no leste do país.
    A decisão acontece uma semana depois do assassinato, em circunstâncias misteriosas, do chefe do Estado-Maior da rebelião, general Abdel Fatah Yunes, cujo assassinato tem provocado especulações sobre a identidade dos assassinos, as divisões na rebelião e sobre a existência de uma “quinta coluna das tropas rebeldes”.

    Fonte: Jornal de Angola

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