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    Rixa entre grupos faz nove feridos

    vNove feridos é o saldo de uma rixa entre grupos ocorrido na tarde desta quarta-feira na Cadeia Central de Luanda.
    Segundo a fonte do Novo Jornal, o incidente começou na madrugada de quarta-feira, quando um dos reclusos invadiu a ala do outro, algo que para eles não é permitido, uma vez que todos eles dividiram as alas consoante os seus respectivos bairros no interior da cadeia.

    “Eles fizeram da cadeia um bairro, ou seja, criaram alas do Sambizanga, Cazenga, Maianga, Viana e etc.
    E ninguém pode aproximar-se da ala do outro município, foi isso que originou a briga “, revelou a fonte, acrescentando que não entende como os reclusos tinham armas brancas em sua posse.
    “O que não entendo é como eles conseguiram levar para dentro do estabelecimento penal facas e ferros”, questionou-se.

    A nossa fonte disse também que o tumulto começou na madrugada de quarta-feira, mas graças à prontidão dos funcionários dos serviços prisionais a confusão ficou estabilizada.

    “A confusão começou de madrugada, mas tudo ficou resolvido em poucos minutos. Nós pensámos que tudo tinha ficado resolvido, mas enganámo-nos. Foi assim que, de tarde, não sei bem a hora, a confusão começou de novo”, relatou.

    Quanto à origem dos disparos que se ouviram no interior da CCL e ao gás lacrimogéneo que muitos familiares disseram que viram, a fonte confirmou que os polícias fizeram disparos, mas com balas de salva para apaziguar a situação. Também atiraram a substância tóxica para dispersar os reclusos.

    “Quando entrámos para a cela, havia muitos feridos estendidos no chão. Graças a Deus não houve vítimas mortais“, esclareceu.

    Questionado porque levaram os presos para o Hospital Militar, em vez do Hospital Cadeia, a fonte disse que a escolha deve-se à falta de médicos para atender os doentes.
    “O hospital Cadeia tem equipamento suficiente para os presos, mas a falta de quadros faz com que encaminhemos os presos para o Hospital Militar ou para o Quartel general”.

    “A situação está controlada”

    Segundo o director dos serviços prisionais, Domingos Ferreira, numa entrevista concedida à Rádio Nacional de Angola, a briga entre os grupos resultou em ferimentos a nove pessoas. Três inspiravam cuidados especiais, mas já se encontram fora de perigo.

    “Feriram-se nove reclusos, destes nove três careciam de um acompanhamento médico mais especializado e foram encaminhados para o Hospital Militar e nesta altura já estão fora de perigo”, disse, acrescentando que depois do motim a força da ordem tomou conta do cenário e tudo voltou à normalidade.

    “Não houve nenhuma morte e a situação está calma. Devemos, por esta via, apelar aos familiares dos reclusos que tenham calma“, exortou Domingos Ferreira.
    Fonte: NJ

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