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    Revista ‘The Economist’ diz que privados em Angola vão enfrentar “clima empresarial adverso”

    Foto: bloomberg
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    O sector privado angolano vai enfrentar um “clima empresarial adverso” por causa da falta de reformas e do estrangulamento proveniente do sector público, prevê a Economist Intelligence Unit (EIU) no relatório ‘Economic Overview’.

    No documento, a que a Lusa teve acesso, os peritos económicos do mesmo grupo empresarial da revista The Economist consideram que “o desenvolvimento de um sector privado dinâmico vai ser ainda mais dificultado pelo capital humano débil, pelo sistema judicial com falhas, regulação ineficaz, corrupção e pelo estrangulamento das empresas privadas pelo sector público”.
    A isto junta-se, de acordo com a análise feita pelos técnicos da EIU, um “ambiente empresarial adverso” que resulta também da falta de reformas e da taxa de câmbio sobrevalorizada, que “restringe os investimento fora da área dos hidrocarbonetos e da construção”.

    O Produto Interno Bruto (PIB) vai, no entanto subir 6,8% este ano, abrandando para 6,1% no ano seguinte, e estabilizando nos 6,3%, em média, até 2017, essencialmente à custa de uma subida na produção do petróleo para mais de 2 milhões de barris por dia em 2017, uma promessa já feita pelo Executivo que permitirá destronar a Nigéria da liderança dos países africanos produtores de petróleo.

    No entanto, adverte a EIU, “dada a história de adiamentos técnicos e a estreita possibilidade de a OPEP poder obrigar Angola a ficar-se pelo cumprimento da sua quota, há o risco de a produção poder aumentar a um ritmo mais lento”.

    A análise dos técnicos incide também sobre o panorama político, considerando que o Presidente José Eduardo dos Santos, eleito no ano passado com 72% dos votos, pode manter-se no cargo até 2022 devido a uma alteração constitucional que limita a dois o número de mandatos consecutivos, mas que não tem aplicação retroactiva.

    Do ponto de vista da política externa, Angola vai continuar a apostar nos parceiros estratégicos: China, Portugal e Estados Unidos da América, por esta ordem, privilegiando, no relacionamento com os chineses, “os grandes negócios de investimento e trocas comerciais, particularmente nos combustíveis, na construção e na agricultura”, mas enfrenta o problema de a opinião pública estar crescentemente desconfiada da imigração chinesa, que tem aumentado nos últimos anos. Lusa/Expansão

     

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