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    Reino Unido vai enfrentar custo de longo prazo pelo Brexit, diz Goldman Sachs

    A saída do país da União Europeia (UE) reduziu o tamanho da sua economia, comprometendo a capacidade de investimento do país, dizem analistas.

    O Reino Unido pagou um preço elevado pelo Brexit, que estimulou a inflação e reduziu o tamanho da sua economia, informou a Bloomberg na segunda-feira (12), citando economistas da Goldman Sachs.

    A saída da UE reduziu o produto interno bruto (PIB) real do Reino Unido em cerca de 5% em comparação com o desempenho dos seus pares econômicos, segundo o economista-chefe europeu da Goldman Sachs, Sven Jari Stehn.

    Sete anos depois da campanha do referendo, o Reino Unido acabou com uma economia com baixo desempenho e um custo de vida crescente devido à redução do comércio internacional, ao fraco investimento empresarial e à redução de migrantes provenientes da UE, a maior parceira comercial do Reino Unido, observaram os especialistas.

    “As evidências apontam para um custo significativo de produção a longo prazo do Brexit”, escreveram os economistas da Goldman Sachs em nota. “O Reino Unido teve um desempenho significativamente inferior ao de outras economias avançadas desde o referendo da UE de 2016.”

    Estimativas anteriores de outros observadores também apontavam para um impacto negativo a longo prazo do Brexit. O Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social do Reino Unido (NIESR, na sigla em inglês) estimou em novembro que o Brexit reduziu a dimensão da economia em 2-3%, um impacto que deve aumentar para 5-6% até 2035.

    De acordo com estimativas feitas no ano passado pelo Gabinete de Responsabilidade Orçamentária do Reino Unido, a saída da UE provavelmente reduziu a produção econômica em 4%.

    No entanto, nem todos os problemas econômicos do Reino Unido podem estar ligados à saída da UE, de acordo com os economistas da Goldman. Os ventos contrários do Brexit somam-se aos danos causados pela pandemia de COVID-19, à crise energética desencadeada pelo conflito na Ucrânia e às elevadas taxas de juro necessárias para controlar a inflação, que atingiu altos patamares históricos no Reino Unido.

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