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    Recurso estratégico

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    A partir do século XIX que a engenharia se afirmou como vanguarda da satisfação das necessidades básicas das populações, revolucionando o modo de vida.

    Desde o desenvolvimento do caminho-de-ferro, passando pela construção de estradas, de pontes e de portos, de barragens, das redes de abastecimento de água e de saneamento, até à agricultura e florestas, à produção, transporte e distribuição de energia eléctrica, às comunicações, aos meios de diagnóstico em medicina, à protecção das pessoas contra os acidentes naturais e tecnológicos, às tecnologias de informação, são inúmeras as obras e soluções de engenharia que transformaram o mundo, graças à capacidade dos engenheiros, que assumiram um papel inquestionável na melhoria das condições de vida.

    Os engenheiros desempenham um papel fundamental no desenvolvimento tecnológico de qualquer país. Estes profissionais estão geralmente associados aos processos de melhoria contínua dos produtos e da produção, à gestão do processo produtivo e também às actividades de inovação e pesquisa e desenvolvimento das empresas, abreviadamente P&D.

    Estudos mostram que os engenheiros compõem, em termos quantitativos, o grupo mais relevante desses profissionais no processo de pesquisa e desenvolvimento. No caso norte-americano, uma das economias mais avançadas do mundo, cerca de 46 por cento de todos os indivíduos que possuem formação superior em ciência e engenharia e que trabalham na sua área de formação são engenheiros.

    As informações disponíveis também mostram que os engenheiros não são obviamente os únicos profissionais necessários para as actividades de inovação e, quanto mais a relação ciência-indústria avança, diversos outros perfis são requeridos para dar sustentação ao desenvolvimento tecnológico: cientistas de inúmeras áreas, como física, química, biologia, computação e medicina, mas também advogados e administradores que gerenciam a inovação e propriedade intelectual e um número crescente de novas áreas, que atendem aos desafios da maior interdisciplinaridade dos problemas a serem resolvidos e da necessidade de estimular a criatividade no interior das empresas.

    Mas de todos os desafios de qualificação profissional que se colocam no curto prazo, talvez o ensino de engenharia seja o maior. É hoje reconhecido que o investimento em infra-estruturas contribui para o desenvolvimento sustentável dos países e para a melhoria da qualidade de vida das populações. Daí que a engenharia é um recurso estratégico.

    Pensando nesta visão lúcida e inteligente, o Executivo angolano priorizou no seu programa do Plano Nacional de Formação de Quadros (PNFQ) a área de engenharia. Nesta base, serão formados 6.100 cientistas e engenheiros em investigação e desenvolvimento, além de outros tantos nos segmentos das ciências biológicas, engenharia civil, nanotecnologia, engenharia médica, electrónica, mecânica, engenharia de materiais, tecnologia ambiental e biotecnologia industrial, entre outras. Até ao ano de 2025, Angola terá quadros-engenheiros devidamente formados, que vão ajudar a alcançar o desenvolvimento sustentável de que o país precisa. (jornaldeeconomia.ao)

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