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    RD Congo: Missão da ONU no Uganda para avaliar acantonamento do M23

    (Angop)
    (Angop)

    Kinshasa, 30/01 – Uma delegação da Missão da ONU na República Democrática do Congo (RDC) está no Uganda, onde foi convidada para avaliar o acantonamento dos ex-rebeldes do M23 que tinham fugido no território congolês, soube-se junto da Missão.

    “Estou em Kampala (capital Ugandesa), estou no aeroporto”, declarou numa curta entrevista à AFP o general Abdallah Wafi, representante especial adjunto do secretário- geral da ONU encarregado do leste da RDC, e chefe da delegação da ONU.

    Segundo Charles Bambara, porta-voz civil da Missão da ONU (Monusco), “eles foram convidados pelo governo ugandês para verificar como os elementos do M23 estão acantonados”. “Isto é uma missão de verificação e de avaliação”, precisou.

    A visita é seguimento do relatório anual de peritos da ONU apresentado nesta terça-feira ao Conselho de Segurança.

    Nesse documento, os peritos afirmam dispor “de informações credíveis, segundo as quais os dirigentes do M23 sancionados (pela ONU) se deslocam livremente no Uganda e o M23 continua recrutar no Rwanda”, após os acordos de paz concluídos em Nairobi em Dezembro, e tornou-se activo no Ituri (nordeste da RDC).

    A ministra rwandesa dos Negócios Estrangeiros, Louise Mishikiwabo, havia denunciado quinta-feira o carácter “político” desse novo relatório.

    O Movimento do 23 de Março (M23) foi criado em Maio de 2012 na rica província do Norte-Kivu (Leste), onde actua várias dezenas de grupos armados locais e estrangeiros. Os peritos da ONU e Kinshasa acusaram várias vezes o Rwanda e o Uganda vizinhos de apoiar os rebeldes, isso que esse país sempre desmentiu.

    O 05 de Novembro, o M23 capitula face á uma ofensiva musculada do exército, apoiado pela  brigada de intervenção da ONU. Kampala afirmou que, na sua derrota, pelo menos 1.000 combatentes fugiram para o seu território, e que ela os desarmou e os acantonou.

    “Não devemos tolerar nenhum ressurgimento militar do M23″, havia afirmado nesta terça- feira o representante especial da ONU na RDC e chefe da Monusco, Martin Kobler, convidando Kigali e Kampala ” a tudo fazer para evitar que os elementos do M23 não encontrem refugio ou não treinam no seu território”.

    Por seu lado, o M23 havia vivamente desmentido nesta terça-feira toda vontade de querer retomar as armas. (portalangop.co.ao)

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