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    Quiosques dão novas perspectivas ao comércio

    (Fotografia: Nuno Flash)
    (Fotografia: Nuno Flash)

    O Largo da Tourada, na Maianga, em Luanda, está completamente transformado. Na origem desta grande mudança está a construção no local de 170 quiosques para vendedores ambulantes, uma obra do Ministério do Comércio.

    O objectivo é dar corpo ao programa “Meu Negócio, Minha Vida”, destinado a legalizar o comércio informal, e criar condições de higiene e segurança a vendedores e consumidores, ou seja, a integração dos agentes informais na economia formal e ordenar o abastecimento e distribuição de serviços mercantis às comunidades.Apesar dos objectivos da construção dos quiosques serem de monta e terem razão de ser, o contraponto está à vista. Construir num largo, como é o da Tourada, pode afectar negativamente o trânsito e reduzir a alternativa ao lazer da juventude dos bairros adjacentes.
    A vantagem da construção dos quiosques é evidente, tal como os seus efeitos perversos. O fluxo e refluxo de vendedores e compradores, viaturas e transeuntes, podem tornar o cenário denso e difícil. Mas, organizar a cidade com um comércio disciplinado, é imprescindível. “Este projecto até é bom. Mas onde é que vamos ter algum espaço de lazer? Vão ser os quiosques? Acho que deviam ver bem, ou consultar a comissão do bairro ou outras entidades, antes da construção das quiosques.
    O objectivo é ordenar o comércio, mas a obra vai causar outros problemas”, disse um jovem estudante. “Acho que vão encontrar uma solução para o trânsito na zona. A não acontecer, vai ser desolador”, disse a também estudante Marília de Azevedo.  Os quiosques, que são unidades funcionais com quatro e oito metros quadrados, destinam-se à venda de bens alimentares e não alimentares, como produtos agrícolas, hortofrutícolas, bebidas, flores, artigos de jardim e roupas. Cada local vai ser denominado “Ponto Meu Negócio, Minha Vida”.
    O Largo da Tourada foi escolhido como espaço piloto para o início do programa. As mudanças operaram-se e a transformação daquele que foi um local para a prática de desporto, com realce para o basquetebol de rua ou “and 1”, e de encontro da vizinhança, hoje serve para outros fins: a organização do comércio urbano.
    “Trata-se de um projecto estatal muito ambicioso. Se fosse de um privado, penso que nós, os jovens que costumávamos jogar e passar o nosso tempo livre no largo, íamos lutar pelo espaço. Mas vale a pena o projecto, embora tenhamos de recorrer, ao sábado e domingo de manhã, às escolas, para podermos jogar”, refere um jovem morador da Calemba, visivelmente agastado com a situação. (jornaldeangola.com)

    Por João Dias

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