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    Provedor de Justiça condena acção que vitimou mais de 60 pessoas no Quénia

    Paulo Tjipilica - Provedor de Justiça (Foto: Lino Guimarãe)
    Paulo Tjipilica – Provedor de Justiça (Foto: Lino Guimarãe)

    O provedor de Justiça angolano, Paulo Tjipilica, repudiou e condenou hoje, segunda-feira, em Luanda, o ataque num centro comercial de Nairobi, Quénia, e que até ao momento já provocou 68 mortos e mais de 100 feridos.

    Segundo o também presidente da Associação dos Ombudsman e Mediadores ou Provedores de Justiça Africanos (AOMA), em declarações à imprensa, que hoje desembarcou na capital angolana proveniente de Nairobi, onde de 18 a 21 do corrente participou numa cimeira regional dos provedores africanos sob os auspícios das Nações Unidas “o acto merece o repúdio e a condenação de todos aqueles que pugnam pelo bem e pela preservação da vida humana”.

    “Nós estivemos muito próximos do sítio onde ocorreu esta situação dramática a todos os níveis e é de lamentar que no nosso continente ocorram actos desta natureza, sobretudo por atingir os inocentes que nada têm a ver com certos assuntos, como as crianças, os idosos”, disse.

    Na sua óptica, é preciso repensar a África, por isso aplaude a posição da presidência da Comissão da União Africana, no sentindo de se consagrar esse ano à renascença de África.

    Advogou que os africanos devem se amar, devem entender que cada africano é uma espécie a preservar, devendo respeitar os direitos humanos e fundamentalmente aceitarmos a questão da boa governação, as diferenças, a tolerância, a preservação da legalidade e de tudo quanto diga respeito à vida humana, “que é uma coisa sagrada”.

    “Tivemos a oportunidade de ver e constatar a transportação de crianças e outras pessoas que não puderam de modo algum sair pelos seus próprios pés daquele grande estabelecimento comercial, onde diariamente acorrem cidadãos quenianos e estrangeiros”, enfatizou.

    Entretanto, informações postas a circular pela Agência France Press indicam que o número de mortos do ataque ao centro comercial Westgate Mail, atribuído a organização islamista Al-Shabab, pode ser “muito mais elevado” do que os actuais 68, segundo fonte policial.

    Numa intervenção ao país, o presidente Uhuru Kenyata disse que as forças especiais da polícia e do exército que, desde domingo, cercam o Westgate Mall, já sabem em que zonas do centro comercial estão entrincheirados os autores do crime.

    “Vamos punir rápida e severamente os organizadores. Devem pagar pelos seus actos ignóbeis e animalescos”, disse Kenyatta.

    A Al-Shabab é uma organização islamista relacionada com a Al-Qaeda e opera sobretudo na Somália, onde controla uma boa parte do território. (portalangop.co.ao)

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