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    Professores de Caxito saem às ruas no Dia Nacional do Educador

    Centenas de professores saíram às ruas de Caxito, hoje, para celebrar o Dia Nacional do Educador, que se assinala neste 22 de Novembro, em Angola. Mas os profissionais também se queixam das más condições de trabalho.

    Neste 22 de Novembro, o Dia Nacional do Educador em Angola, os professores do Bengo não têm muito a comemorar. Faltam materiais, como giz e apagadores, e muitos reclamam da perda do poder de compra devido à desvalorização do Kwanza, a moeda angolana.

    Mesmo assim, muitos deles esperam que estes problemas sejam resolvidos o mais rápido possível.

    Segundo o educador Carlos de Castro, de Caxito, “os professores passam por muitas dificuldades remuneratórias”.

    Já o professor Fernando Miguel reforça que “o trabalho do professor deveria ser valorizado todos os dias”.

    Professores em Caxito nesta segunda-feira (22.11)
    (DR)

    Qualidade do ensino
    Numa altura em que se debate a qualidade de ensino em Angola, o docente universitário e gestor escolar Isaías Simão entende que muitas áreas de apoio a professores e estudantes precisam de melhorias.

    “Há um conjunto de áreas que devem concorrer [para ajudar] docentes e os próprios estudantes, como os transportes escolares”.

    O sindicalista César António manifesta apoio às preocupações dos professores, e acrescenta que “não há muito empenho do Governo para resolver os problemas destes profissionais”.

    Avanços?
    Mas há quem considere que há avanços no setor de ensino angolano.

    À DW África, o secretário de Estado para Ensino Secundário do Ministério da Educação, Gildo Matias José, disse que a alteração do vínculo do regime probatório para o quadro do pessoal definitivo de mais de 40 mil agentes da educação possibilitará benefícios aos educadores.

    “Estamos a falar de um concurso público de acesso que certamente permitirá a atualização de carreiras”, disse.

    Segundo ele, “cerca de 180 mil carreiras dos professores terão, a partir de dezembro, o seu salário valorizado por conta da sua situação académica ou profissional”.

    A última semana, porém, foi marcada pela continuação de uma greve dos professores universitários angolanos, que exigem aumento salarial, melhores condições laborais, além do pagamento de subsídios.

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    FonteDW

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