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    Processo de integração no centro dos debates

    O presidente em exercício do Conselho de Ministros da Comunidade Económica dos Estados da África Central, o chadiano Mahamat Taher, afirmou ontem que, devido aos desafios da mundialização, a consolidação do processo de integração na região deve constituir um imperativo político.
    O ministro, discursando na abertura da reunião do Conselho de Ministros da organização regional, disse que os desafios imediatos da organização apelam para a solidariedade entre os Estados.
    Mahamat Taher lembrou que a CEEAC dedica atenção especial aos dossiers que têm a ver com a segurança do Golfo da Guiné, prevenção de conflitos, realização de grandes infra-estruturas, promoção da agricultura, protecção do meio ambiente e a livre circulação de pessoas e bens.
    “Todas estas questões devem merecer a atenção dos ministros, de modo que as propostas e decisões que resultarem deste encontro sejam submetidas à cimeira dos Chefes de Estado”, afirmou Mahamat Taher, recordando que a CEEAC vai continuar a bater-se pela integração económica num espaço isento de conflitos armados.
    Mahamat Taher, que também é ministro do Comércio e Indústria no Chade, afirmou que já é tempo da organização inscrever-se nesta dinâmica, almejando o desenvolvimento social e económico sustentável dos Estados membros, a favor da população.

    Quotização

    O presidente em exercício do Conselho de Ministros da CEEAC apelou para a necessidade dos Estados membros cumprirem o pagamento das quotas, com vista à realização dos objectivos e projectos a que a organização se propõe atingir até 2015.
    O encontro do Conselho de Ministros, que termina hoje, antecede a 15ª cimeira ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da CEEAC, que acontece amanhã, numa das unidades hoteleiras de Ndjamena.
    Ontem, os ministros avaliaram o relatório do secretário-geral cessante da organização, o congolês Louis Goma, desenvolvido de 1999 a 2011. Sobre a mesa dos ministros estão também questões relacionadas com a livre circulação de pessoas e bens e a quotização dos Estados membros. Sobre estes dois assuntos, Angola já manifestou reservas quanto à sua aprovação. As autoridades angolanas consideram que a questão relacionada com a livre circulação deve ser ponderada, na medida em que se está a falar de uma região com mais de 100 milhões de habitantes. Sobre as contribuições, Angola defende que a quota continue a ser de 1,5 milhões de dólares, valor estipulado desde a constituição da organização regional, em 1983.
    Louis Goma falou da necessidade da integração económica da região para o bem-estar da comunidade da África Central. O vice-ministro da Defesa Nacional, Gaspar Rufino, encabeça a delegação angolana na reunião do Conselho de Ministros, que vai preparar toda a documentação a ser submetida à cimeira dos Chefes de Estado.
    A Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) foi criada em 1983, em Brazzaville, com o objectivo de fazer da região um espaço de paz e de promoção da cooperação e desenvolvimento sustentável, com vista a melhorar a qualidade de vida da população.
    Além de Angola, integram a Comunidade Económica dos Estados da África Centra Camarões, Burundi, República Centro Africana, Congo Brazaville, Congo Democrático, Gabão, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Chade.

    Fotografia: Pedro Parente

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