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    Presidente da República português, Cavaco Silva, confiante num entendimento com Angola

    Presidente da República de Portugal, Cavaco Silva (Foto: D.R.)
    Presidente da República de Portugal, Cavaco Silva (Foto: D.R.)

    O Presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, disse ontem estar convencido que Portugal e Angola têm “uma vontade muito séria de manter e reforçar os laços de cooperação”, após um encontro em Joanesburgo com o vice-Presidente angolano, Manuel Vicente.

    Cavaco Silva esteve ontem durante cerca de sete horas em Joanesburgo, onde, com mais de cinquenta chefes de Estado e de governo, assistiu ao memorial a Nelson Mandela, o histórico líder sul-africano falecido na quinta-feira.

    Durante a sua estada, o chefe de Estado português reuniu-se com diversos governantes, entre os quais o vice-presidente angolano.

    “As autoridades de Angola estão informadas e sabem que, nos termos da Constituição Portuguesa, os nossos tribunais gozam de independência, agora não podemos é permitir que as instituições portuguesas possam ser usadas como instrumentos de luta política em Angola”, disse Cavaco Silva.

    “A luta política em Angola é feita pelos angolanos e eu não tenho a menor dúvida que as instituições democráticas portuguesas estão determinadas e não vão deixar que alguém tente utilizá-las para a luta política que se trava num país como Angola ou Moçambique, onde irão ocorrer eleições no futuro”, acrescentou.

    Ontem, o Presidente português encontrou-se com o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, com o qual, disse, analisou a questão da Guiné-Bissau.

    “Portugal e Timor-Leste querem que as eleições ocorram antes da cimeira da CPLP, não depois de Março (de 2014), por forma a que possa ser levantada a suspensão e que o Presidente possa estar presente em Díli”, disse.

    Também a questão da Guiné-Equatorial, que quer aceder ao estatuto de membro pleno da CPLP, foi abordada no encontro de Cavaco Silva com Xanana Gusmão.

    “Não queremos que se chegue a uma situação semelhante aquela com que nos encontrámos em Maputo (em 2012) o assunto tem que ser esclarecido antes de Díli, e não posso acrescentar mais nada”, disse o Presidente português. (Lusa/SOL)

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