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    Presidente da República analisa situação do país com líder da Unita

    Presidente da República (à dir.) concede audiência ao líder da Unita

    Luanda – O Presidente da República,  José Eduardo dos Santos, analisou hoje, em Luanda, com o líder da Unita, Isaías Samakuva, aspectos ligados a actualidade social, económica e política do país.

    O encontro, que durou cerca de uma hora, segundo disse a jornalistas o líder do maior partido da oposição em Angola, “vem na sequência de uma recomendação da reunião da Comissão Política da Unita realizada na província do Huambo”.

    “Convinha encontrar-se com o Chefe de Estado, por estar a frente do país, para a resolução de algumas questões ligadas ao funcionamento da Nação”, asseverou.

    Foi ocasião, disse, para a apresentação ao Presidente da República de algumas questões relativas “aos problemas do nosso povo, irmãos e compatriotas”.

    “O Presidente compreendeu e viu também a necessidade, de facto, de trabalharmos todos juntos” no sentido de resolver os problemas que mais afligem as populações.

    Noutra parte das suas declarações, referiu que o seu partido é pela consolidação da paz e da estabilidade. “Para que isto aconteça permanentemente é necessário que haja diálogo”.

    Disse não acreditar que os angolanos queiram mais guerra. “Os angolanos estão completamente desmobilizados, até psicologicamente, não acredito que nos próximos anos haja ainda alguém venha fazer guerra”.

    Isaías Samakuva disse que a “maioria dos angolanos está imbuída no espírito de trabalhar e desenvolver o país”.

    Os angolanos já sofreram muito e “não acredito que alguém venha a enveredar por esta via”, segundo o líder da Unita.

    Rejeitou que a sua formação política tem vindo a organizar manifestações contra o actual Executivo. ”As manifestações são o direito do povo, estão previstas na Constituição”, mas a Unita “ainda não as organizou”, sublinhou.

    Isaías  Samakuva, que preferiu não comentar o discurso proferido terça-feira pelo Presidente da República, sobre o Estado da Nação, reconheceu que se trabalha, apesar de haver ainda muito por se fazer para o desenvolvimento do país.

    As necessidades ainda “são muitas”, enfatizou o líder da Unita quando se referia a saúde, energia e água. Em sua opinião ”são coisas mínimas que poderiam ser resolvidas de antemão”.

    Contudo, manifestou-se “optimista” relativamente ao futuro do país, onde existe trabalho. “Todos nós nos sentimos parte deste esforço” de reconstrução nacional.

    Fonte: Angop

    Foto: Angop

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