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    Preços das casas continuam altos

    O mercado de vendas de imóveis, desde moradias, apartamentos e escritórios em Luanda ainda continuam em alta, apesar da grande oferta que se regista actualmente, afirmou ontem o especialista em imobiliária, Aníbal Costa.
    Aníbal Costa disse que, pelo volume de construções que se observa na cidade de Luanda já não se justifica a alta de preços dos imóveis praticados por grande parte das agências imobiliárias e afins. Mesmo com a crise financeira mundial que se instalou em 2008, sublinha, os preços dos imóveis em Luanda não sofreram qualquer redução. Houve apenas uma ligeira estagnação.
    Os bairros Miramar, Alvalade, Talatona e Ingombotas, refere, são hoje considerados as zonas mais caras de Luanda, onde as casas, tanto novas como usadas chegam a custar entre um e dez milhões de dólares. “Não sei como é que são estipulados os preços de moradias, apartamentos e escritórios em Luanda. Julgo que cada um atribui, ou seja, especula a seu bel-prazer.”
    Aníbal Costa disse que com a inauguração da nova centralidade do Kilamba Kiaxi pelo Presidente da República José Eduardo dos Santos esperava-se uma reacção positiva do mercado imobiliário em relação a uma baixa de preços. “Surpreendemo-nos pela negativa, já que o mercado não observou qualquer reacção a favor do cidadão ou do empresário.
    Os preços mantêm-se altos e com uma perspectiva de subida em função da estabilidade económico-financeira do país.”
    Afinal, as moradias da cidade do Kilamba do tipo T3 A, T3B, T3C, todos com três quartos, e T5 estão a ser comercializadas entre os 125 e 200 mil dólares. Na sua visão, são valores relativamente altos e que não estão ao alcance de todos os cidadãos.Aliás, afirma que alguns bancos tinham dificuldades em financiar estes imóveis pelo facto de que os apartamentos se destinam, em princípio, a pessoas em situação de necessidade real de habitação sem fonte regular de rendimentos.“Alguns bancos podem ter capacidade para atender.
    Mas não o fazem por serem clientes de alto risco, que não dão garantias de retorno do investimento feito”, disse.

    Aníbal Costa defende que as instituições financeiras podem ceder os créditos habitacionais na qualidade de gestores ou facilitadores de acesso a um eventual fundo especial disponibilizado também em condições especiais pelo Executivo. Neste contexto, acrescenta que o Executivo deve encontrar mecanismos e legislação capazes de maximizar a segurança e o retorno dos investidores.

    Fonte: JA
    Fotografia: Dombele Bernardo

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