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    Populares descontentes com comandante Bety

    Nos últimos dias, as notícias sobre a criminalidade em Luanda voltaram a ter espaço nos noticiários. Moradores de vários municípios reclamam o aumento da criminalidade na capital do país e dizem não saber qual o trabalho que a comandante de Luanda Elisabeth Rank Frank tem feito.

    A equipa de reportagem do Novo Jornal fez uma ronda por vários municípios para constatar a justeza das queixas. O giro começou por volta das 21h00, do dia 11 de Abril, e contemplou vários bairros dos distritos da Samba, Viana, Cacuaco e Sambizanga.

    Durante as horas em que estivemos na rua, constatámos muitos assaltos na via pública e nalgumas zonas não vimos agentes da Polícia Nacional, o que deixa o caminho livre para os criminosos.

    A ronda para constatar o estado de segurança da capital começou no distrito de Viana, local onde a menos de um mês o Comando Provincial de Luanda realizou uma micro operação, denominada «Relâmpago».

    A caminho do distrito de Viana testemunhámos assaltos a mais de 14 viaturas. As principais vítimas dos marginais são mulheres, que àquela hora regressam do trabalho ou da escola. Na via, apenas encontrámos alguns agentes reguladores de trânsito, não vimos sequer um carro de patrulha a fazer policiamento pela zona.

    Escalada de Violência

    Já no distrito de Viana, que nos últimos tempos tem assistido a uma escalada de violência e criminalidade, ouvimos vários relatos de moradores, que reclamam o aumento da criminalidade e lamentam que as queixas apresentadas nas esquadras não são resolvidas. O distrito lidera a lista no que respeita ao roubo de viaturas.

    Durante a reportagem, presenciámos um grupo de jovens a realizar assaltos à mão armada a duas cantinas, uma de um nigeriano e a outra
    As queixas são comuns e repetem-se. A criminalidade em Luanda aumenta sem que a polícia tenha reacção, apontam os moradores de vários municípios, descontentes com a actuação das forças de segurança. de um senegalês.

    Os dois proprietários, que mal falam o português, disseram que não é a primeira vez que são assaltados.

    “Mamã, aqui é assim todos os dias, falamos com a polícia, mas nada fazem. Na semana passada, fui assaltado três vezes, apresentei queixa, mas nada foi feito”. A fonte esclareceu que, na divisão da PN, falou com um dos investigadores do caso, mas este pediu-lhe dinheiro.

    Questionado se deu os valores pedidos, o comerciante respondeu que sim. “Dei porque ele disse que iria resolver o problema, mas depois de receber o dinheiro não fez nada, nem atende mais o telefone. Agora, fui novamente assaltado, não sei qual é o trabalho da polícia!”, exclama.

    Fonte: NJ

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