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    Pintor Malangatana em mostra colectiva

    Quarenta obras de 27 artistas plásticos moçambicanos estão expostas em Maputo para homenagear Malangatana, “um artista do universo” que os promotores da iniciativa consideram “um mestre que dava aulas sem se aperceber que estava a ensinar”.

    Noel Langa, Samate Mulungo, Ídasse Tembe, João Tinga e Victor de Souza são alguns dos mais conceituados artistas plásticos moçambicanos que expõem as suas obras na Fortaleza de Maputo, capital de Moçambique, desde o início desta semana até 9 de Fevereiro próximo.
    A iniciativa, que conta com a participação especial de 12 desenhos de alunos da Escola Municipal Amorim Lima de São Paulo, no Brasil, visa “recordar Malangatana, valorizar e enaltecer a vida e sua obra como pessoa e artista do universo”, disse à Lusa João Tinga.

    Consciência do artista

    O pintor moçambicano Malangatana morreu há um ano, a 5 de Janeiro de 2011, em Portugal, vítima de doença. O tributo faz parte das várias actividades que, até ao final do ano, são levadas a cabo pela família e amigos para recordar aquele que foi poeta, actor, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais, filantropo e até deputado da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência.

    “É um gesto que significa o termómetro da consciência do artista perante a causa de Matalana”, a povoação onde Malangatana nasceu, no distrito de Marracuene, arredores de Maputo, disse o pintor Ídasse Tembe.
    Até ao final deste ano, a Fundação Malangatana, recentemente lançada, vai realizar diversas acções de promoção da obra do artista plástico, nomeadamente a publicação, a título póstumo, dos seus escritos poéticos. Mas, para João Tinga, “a melhor forma de preservar e valorizar a obra de Malangatana é criar condições para que todo o tipo de criança estude a arte de Moçambique”. “Em qualquer parte do mundo vemos o nome de Picasso em museus, lá onde tem tudo escrito e existe documentação clara sobre quem foi quem. No nosso caso também é necessário isso”, considerou João Tinga.

    De resto, é importante que a nova geração conheça o percurso do “mestre que dava aulas sem se aperceber que estava a ensinar”, defendeu o pintor moçambicano Vitor de Souza, lembrando que, após a morte de Malangatana, “o tempo e a tristeza parou um pouco o movimento artístico em Moçambique”.

    Vitor de Souza foi um dos alunos de Malanganta e recorda que “estar perto dele, mesmo por um minuto, era como quem estivesse numa aula por uma hora de tempo, era necessário apenas que a gente estivesse atenta”.

    Durante quase um mês, na Fortaleza de Maputo, fica exposto um conjunto de mensagens, nomeadamente do Presidente moçambicano, Armando Guebuza, por ocasião da morte de Malangatana, e um conjunto de recortes de imprensa. A homenagem conta igualmente com a participação de apenas um artista plástico da nova geração, Nhongwene, para quem a iniciativa representa “uma oportunidade de aprender”.

    “É uma oportunidade de aprender, porque tanto como eu estou aprender com a obra de Malangatana, tenho a certeza de que muita gente irá aprender, porque servirá de um espelho para vários artistas, os emergentes e os já conceituados”, considerou o Chefe de Estado de Moçambique.

    Fonte: Jornal de Angola

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