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    Pesquisa sísmica nos blocos pré-sal

    O Ministério do Ambiente deu início à consulta pública para o projecto de operações sísmicas nos blocos 19, 20, 22, 24 25, 35 a 40, que vai determinar o potencial de hidrocarbonetos existentes nos blocos.

    De acordo com a Angop, que cita a Direcção Nacional de Avaliação de Impactos Ambientais, o projecto vai ser realizado no quadro do anúncio feito, em 2010, pela Sonangol, que pretendia iniciar a exploração petrolífera nos blocos pré-sal (pacote de rochas sedimentares que ocorrem sob uma camada de dois mil metros de sal).

    De acordo com o estudo de impacto ambiental para as operações sísmicas, esta iniciativa pode originar um lucro considerável para a economia nacional, uma vez que Angola apresenta formações rochosas marinhas semelhantes às do Brasil, que em 2007 descobriu uma área pré-sal com reservas de 30 mil milhões de barris.

    Uma das candidatas a desenvolver o projecto de operações sísmicas é a empresa “CGGVeritas”, que apresentou, numa cerimónia pública, aos técnicos da Direcção Nacional de Avaliação de Impactos Ambientais, o plano que tem a duração de dois anos.

    A gerente de desenvolvimento de negócios da CGGVeritas, Leopoldina Ribeiro, disse que o projecto descreve que os levantamentos sísmicos vão ser realizados para determinar as estruturas geológicas subterrâneas existentes e determina os locais onde possam existir depósitos de petróleo e gás.

    Em função dos meios a serem utilizados, foi elaborado o estudo de impacto ambiental e as suas medidas de mitigação, para não colocar em perigo as várias espécies de animais e de plantas existentes, muitas em vias de extinção. O estudo vai merecer apreciação da ministra do Ambiente, que pode ou não autorizar a emissão da licença ambiental e foi elaborado pela empresa de consultoria ambiental “Holisticos”.

    O documento descreve que, do ponto de vista das componentes ambientais (física e química, ecológica e biológica, social e cultural, economia e legal), e tendo em conta as características do projecto, as acções e pressões não são susceptíveis de causar danos elevados ao Ambiente. A directora nacional da Direcção de Avaliação de Impactos Ambientais do Ministério do Ambiente, Julieta Cortez, pediu o cumprimento das medidas de mitigação por parte da empresa. “O estudo em si tem medidas de mitigação apresentadas que devem ser cumpridas, para não colocar em risco a biodiversidade marinha”, explicou.

    Fonte: JA

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