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    Passos diz que há “dados objectivos” de que terceiro trimestre será positivo

    Primeiro-ministro durante o debate quinzenal (Foto:  GERARDO SANTOS / GLOBAL IMAGENS)
    Primeiro-ministro durante o debate quinzenal (Foto: GERARDO SANTOS / GLOBAL IMAGENS)

    O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que existem “dados objetivos” que permitem acreditar que o terceiro trimestre será “positivo” à semelhança do segundo trimestre.

    O chefe do executivo defendeu também que o país já não vive “acima das suas disponibilidades”.

    “Hoje sabemos, a nossa economia, durante este ano e tal como era a nossa previsão,conseguiu inverter o seu declínio. O segundo trimestre deste ano foi francamente positivo e temos já dados objetivos que nos permitem acreditar que o terceiro trimestre será também ele positivo”, afirmou.

    O chefe de Governo falava na intervenção de abertura do debate quinzenal no Parlamento, no qual o executivo quis falar sobre as conclusões das oitavas e nonas avaliações da troika (Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional) ao programa de ajustamento português.

    “Permite-nos olhar para o cenário macroeconómico que saiu destas duas avaliações de uma forma realista. Nós atingiremos este ano uma recessão menor do que a que estava estimada – 1,8% contra 2,3 inicialmente previstos – e deveremos alcançar em 2014 um crescimento efetivo”, afirmou.

    A “perspetiva recessiva da economia” não ser tão negativa como a inicialmente pensada é um dos aspetos “mais relevantes” dos “resultados práticos” da avaliação que, segundo Passos Coelho, permitem “perspetivar um resultado positivo” para o fim do processo de ajustamento.

    Outro desses aspetos é a “posição excedente de disponibilidade de financiamento sobre o exterior” alcançada por Portugal, afirmou o primeiro-ministro.

    “Trata-se de um dos resultados históricos mais importantes para o nosso país, que é hoje reconhecido pelos nossos parceiros europeus e pelos mercados”, disse.

    “O país ainda tem, do ponto de vista do Estado, um endividamento que é elevado e que precisa de diminuir para futuro, gerando excedentes primários para o garantir, mas o país na sua totalidade não está a viver acima das suas disponibilidades, pelo contrário, o país está a garantir uma posição excedentária sobre o exterior. Esta é uma condição essencial para que seja bem-sucedida uma estratégia de retorno a mercado, ganhando a confiança dos investidores”, sustentou.

    O outro aspeto é o desemprego, referiu Passos Coelho, cujos dados “há pelo menos 6 meses apontam para a redução contínua”, estando o país hoje ao mesmo nível do que há um ano atrás”.

    Segundo Passos Coelho, isto significa que houve “criação líquida de emprego, sobretudo entre os mais jovens”, sendo que a recuperação de emprego é “essencial para manter a coesão social do país”. (jn.pt)

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