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    Paris expõe retrospectiva do autor dos “Estrunfes”

    A primeira grande retrospectiva sobre o pai dos “Estrunfes”, Pierre Culliford, está exposta, em Paris, no Hotel Marcel Dassault, até 30 de Agosto, onde podem ser vistas as múltiplas facetas artísticas do criador das famosas “criaturinhas azuis”.
    A exposição, criada para coincidir com a estreia mundial do filme “Os Estrunfes”, reúne mais de 200 objectos do autor, conhecido como Peyo, como as suas pranchas originais, e alguns arquivos e fotografias sobre a sua vida e obra.
    “A maioria das pessoas conhece Peyo pelos desenhos”, disseram os responsáveis da mostra, acrescentando que Peyo, como artista “discreto e pudico” entreteve três gerações de crianças e adultos do mundo inteiro. “Era um desenhador meticuloso e perfeccionista e um bom argumentista”, lembraram.
    A exposição revela trabalhos menos conhecidos de Peyo, como as aventuras de “Benoit Brisefer” ou de “Johan e Peewitt”, considerada como a primeira referência dos “Estrunfes”.
    “Os Estrunfes” nasceram, como personagens secundárias, em, 23 de Outubro de 1958, no momento que “Johan e Peewit” lutavam contra as injustiças.
    “Os leitores do jornal ‘Spirou’ aprovaram rapidamente as novas personagens, que logo passaram a viver as próprias aventuras”, afirmaram os responsáveis da exposição, organizada pela casa de vendas Artcurial. A partir de então, “Os Estrunfes” não pararam de evoluir, tanto do ponto de vista gráfico, como psicológico.
    “Cada Estrunfe passou a ser reconhecido por um atributo, uma profissão ou um traço de personalidade e desenvolveram as suas características sobre princípios, como a solidariedade, a ecologia, o trabalho, a confiança mútua, o respeito, a paz e a fé no futuro”, referiram.

    Trata-se de uma visão mais carinhosa que a interpretação do francês Antoine Buéno, que recentemente publicou “Le petit livre bleu” – “O Pequeno Livro Azul” –, uma análise crítica e política da sociedade dos “Estrunfes”, em que conclui que as simpáticas criaturas azuis reproduzem estereótipos racistas, totalitários e anti-semitas. Antoine Buéno farante que o “papá Estrunfe” aparece representado como o chefe autoritário de uma comunidade, na qual só há uma mulher (com traços arianos).
    Uma das várias interpretações que circularam sobre “Os Estrunfes” é que nos Estados Unidos se chegou a suspeitar que seu nome em inglês, “Smurf”, correspondia ao acrónimo de “Small Men Under Red Forces” – “Pequenos Homens Sob Forças Vermelhas”.
    O curador da mostra parisiense, Éric Leroy, encerrou a polémica, ao descrever Peyo como um “autor apolítico”.
    “Interpretações políticas à parte, os pequenos seres azuis, com gorros brancos que viviam em cogumelos, traduziram as 272 aventuras em papel num sucesso promocional e televisivo”, disse Éric Leroy, recordando que Peyo foi “um dos primeiros artistas a compreender a importância da publicidade para popularizar a obra”.
    As aventuras dos “Estrunfes” chegaram à televisão nos anos 1960. O seu primeiro filme foi lançado em 1974 e foram adaptados à programação regular nos anos 1980, pela produtora Hanna-Barbera.

    Fonte: Jornal de Angola

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