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    Países pobres apostam mais em armas do que na educação dos seus cidadãos

    Os países mais pobres do mundo gastam mais na compra de armas do que na educação básica dos seus cidadãos, revelou o relatório mundial deste ano sobre a iniciativa universal da Educação para Todos (EPT). Segundo o documento, esta situação está na base do aumento da  pobreza nestes países que têm como denominador comum o desvio dos seus recursos nacionais “para despesas militares improdutivas”.  “Se os países que despendem mais nas Forças Armadas que no ensino primário reduzissem as despesas militares em pelo menos 10 por cento, podiam escolarizar 2,7 milhões de crianças dos cerca de um quarto da sua população actualmente fora do sistema escolar”, diz o relatório.
    Referindo o caso do Chade, diz que, “mesmo tendo os piores indicadores da educação no mundo, gasta quatro vezes mais em armamento do que no ensino primário”, acrescentando que aquele país, juntamente com a República Centro Africana e a República Democrática do Congo (RDC) “fazem parte dos 24 países do mundo com maior número de crianças soldados e onde é muito comum o recrutamento militar de meninos a partir das escolas”. O relatório revela que a Missão das Nações Unidas na RDC testemunhou a presença de centenas de crianças na frente de combate na província do Kivu Norte. Algumas destas crianças foram “recrutadas à força a partir das salas de aulas, provocando o fecho das escolas nalguns casos”.
    A violação e outros actos de violência sexual foram amplamente utilizados como “instrumentos de guerra em países como a Libéria e a Serra Leoa, e durante o genocídio no Ruanda”, indica o relatório. Mais recentemente, acrescenta, foram identificadas “sérias preocupações no Chade e na RD Congo, onde a insegurança e o medo, ligados à violência sexual, desencorajavam as meninas a ir à escola”. O relatório foi apresentado durante uma Mesa Redonda sobre “Educação, Paz e Desenvolvimento” organizada esta semana em  Kinshasa, na República Democrática do Congo, pela Associação para o Desenvolvimento da Educação em África (ADEA), pelos Ministérios da Educação da República Democrática Congo  e  do Quénia e tambémpela Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO).

    Fonte: Jornal de Angola

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