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    ONU preocupada com a hostilidade

    O secretário-geral das Nações Unidas lamentou, ontem, através do seu porta-voz, a continuidade das hostilidades em Kordofan do Sul e alertou para o seu “grave impacto humanitário” no Sudão.
    O porta-voz de Ban Ki-moon, Martin Nesirky, afirmou, num comunicado, que o secretário-geral “manifestou a sua decepção perante a falta de acordo para cessar as hostilidades em Kordofan do Sul e deplora o grave impacto humanitário provocado pelos contínuos confrontos na região”.
    Nesirky acrescentou que o secretário-geral das Nações Unidas “mostrou preocupação diante da falta de um cessar-fogo efectivo”, especialmente devido ao iminente fim do mandato da missão de paz da ONU no Sudão (UNMIS).
    O mandato da UNMIS termina depois de amanhã, data em que também é formalizada a independência do Sudão Sul.
    No documento, Ban Ki-moon pediu que “todas as partes cessem imediatamente as hostilidades, assegurem a protecção dos civis e ofereçam o apoio necessário para que a ajuda humanitária chegue às pessoas que necessitam”.
    O secretário-geral, acrescenta a nota, também pede “a todas as partes que resolvam os problemas do conflito mediante o diálogo político, como acordado no pacto assinado em Junho entre o Governo do Sudão e os ex-rebeldes do Movimento Popular de Libertação do Sudão Norte”.
    As tropas do norte do Sudão combatem desde Junho no Estado de Kordofan do Sul, único produtor de petróleo do norte do país, contra grupos armados aliados do Sudão Sul.

    Os combates na região e os eventos na zona fronteiriça de Abyei provocam a preocupação da comunidade internacional sobre um possível reinício da guerra civil entre o norte e o sul, conflito que durou duas décadas e terminou em 2005, com um saldo de pelo menos 2,5 milhões de mortos.
    As Nações Unidas afirmam que os combates entre as tropas governamentais e as milícias do movimento deixaram mais de 73 mil refugiados desde Junho.
    Quase 200 pessoas morreram terça-feira afogadas no Mar Vermelho, devido a um incêndio num barco que transportava imigrantes ilegais do Sudão para a Arábia Saudita, noticiou o Centro sudanês dos Media, que cita fontes oficiais.
    Ao todo, morreram 197 pessoas em águas territoriais sudanesas. Três imigrantes foram resgatados da embarcação, que navegava há quatro horas quando se deu o incidente, um dos mais mortais de imigrantes na costa sudanesa. As autoridades continuam a procurar outros possíveis sobreviventes. Não está claro qual foi o ponto de partida da embarcação. A imprensa local diz que o barco levava imigrantes de países vizinhos ao Sudão.

    in JA

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