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    Oito bancos chumbam testes de stress

    Foram apenas oito os bancos que chumbaram nos testes de stress efectuados a 90 grandes instituições financeiras europeias, anunciou na sexta-feira a Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla do inglês).
    No seu conjunto, estes bancos necessitam de 2,5 mil milhões de euros para poderem passar nos testes, quando submetidos ao pior cenário previsto. Para além destes oito, 16 também passaram por pouco.
    Os testes submetem os bancos a cenários de deterioração económica e do sistema financeiro, aumento do desemprego e queda dos preços da habitação, entre outros factores que os especialistas consideraram configurar “o pior cenário possível”. Os bancos que, nestas condições, virem o seu rácio de capital “core tier 1” cair abaixo dos cinco por cento, chumbam.
    Espanha liderou os chumbos, com cinco bancos a ficarem abaixo deste patamar, mas também chumbaram dois bancos na Grécia e um na Áustria.
    A Espanha conta ainda com sete bancos que passaram por pouco, ou seja, ficaram com rácios de capital entre cinco e seis por cento. Nesta situação ficaram também um banco cipriota, um alemão, dois gregos, um em Itália, dois em Portugal e um na Eslovénia.
    Na Irlanda, país que teve de pedir ajuda internacional para resgatar o sistema financeiro, todos os três bancos testados passaram.
    Tendo em conta a baixa taxa de chumbos, alguns analistas começam já a prever que, mais uma vez, estes testes serão alvo de críticas, que os considerarão demasiado brandos e pouco fiáveis. Já os testes realizados em 2010 tinham chumbado apenas sete bancos, que no seu conjunto necessitavam de 3,5 mil milhões. Todos os irlandeses passaram na altura, mas pouco depois o sector precisou de ser salvo pelo governo. Por exemplo, no caso da Espanha, o pior cenário testado inclui uma taxa de desemprego de 21,3 por cento este ano e 22,4 por cento no próximo, quando o país apresentou já uma taxa de 21,3 por cento no final do primeiro trimestre. Para além disso, os testes não tiveram em conta a estabilidade dos depósitos bancários e outro tipo de fontes de financiamento, ou qual o impacto nos bancos de um eventual incumprimento, de Grécia ou de Portugal, por exemplo.
    No entanto, há também quem considere que a baixa taxa de chumbos reflecte o facto de os bancos, no último ano, terem feito os possíveis por reforçar os capitais, desde vender activos a aumentos de capital.
    Segundo os dados da EBA, os bancos envolvidos no teste angariaram 60 mil milhões de euros nos primeiros quatro meses deste ano. Se os testes tivessem sido feitos com base nos dados de final de 2010, teriam sido 20 os bancos a chumbar, com falta de 26,8 mil milhões de euros.

     

     

    Fonte: Jornal de Angola

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