Segunda-feira, Abril 15, 2024
18.5 C
Lisboa
More

    Obama anuncia cortes na Defesa mas promete manter hegemonia

    O presidente americano Barack Obama apresenta a nova doutrina militar dos Estados Unidos no Pentágono, ao lado dos principais responsáveis da Defesa do país.

    O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira cortes na defesa dos Estados Unidos e admitiu que as Forças Armadas serão menores no futuro.

    Em uma rara aparição no Pentágono, Obama afirmou que as Forças Armadas do país devem sofrer um corte de US$ 450 bilhões nos próximos 10 anos, mas afirmou que os EUA irão manter sua hegemonia militar no mundo.

    Obama disse ainda que a “maré da guerra está baixando” e que o país precisa recuperar sua força econômica.

    Segundo ele, as forças americanas devem voltar seu foco para a região da Ásia e do Pacífico e reforçar sua parceria com a Otan (a aliança militar do Ocidente).

    “Sim, nossas Forças Armadas serão mais esbeltas”, disse Obama. “Mas o mundo precisa saber: os EUA vão manter sua superioridade militar com forças armadas que são ágeis, flexíveis e prontas para uma ampla gama de contingências e ameaças”, afirmou.

    Ele disse ainda que os EUA estavam “virando a página de uma década de guerra” e agora enfrentavam “um momento de transição”.

    O presidente não anunciou um número específico de cortes nas tropas – o que deve ser feito no momento do anúncio do orçamento federal, em fevereiro.

    No entanto, funcionários do governo disseram que a proposta que vem sendo analisada inclui uma diminuição de 10 a 15% no Exército e Corpo de Fuzileiros na próxima década – o que implicaria na redução de dezenas de milhares de homens.

    Iraque e Afeganistão

    De acordo com o especialista da BBC em assuntos diplomáticos Jonathan Marcus, a revisão da estratégia militar dos EUA se deve a três fatores mais amplos:

    “Há a pressão cada vez maior sobre o orçamento de defesa, em uma era de austeridade. O compromisso das forças de combate dos EUA no Iraque terminou, e a redução em andamento dos números dos EUA no Afeganistão fazem deste um bom momento para uma reavaliação”, afirma Marcus.

    Segundo Marcus, o Exército e os fuzileiros navais americanos sofrerão cortes, e os fuzileiros voltarão a seu papel tradicional, de força de intervenção rápida.

    O foco para o futuro deve se manter na criação de forças capazes de conter em forças militares que vêm ganhando força na Ásia. De acordo com o especialista, apesar de ninguém dizer explicitamente, sabe-se que é a China que eles têm em mente.

    O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, elogiou a nova estratégia dos EUA, especialmente por manter os compromissos do país com a Europa, mesmo com a mudança de foco para a Ásia.

    “Em um mundo imprevisível, a garantia de que nossa parceria transatlântica continua indispensável para a segurança dos Aliados é crucial”, disse Rasmussen.

    Ele elogiou a decisão de Obama de seguir investindo na Otan “porque a Organização tem demonstrado diversas vezes – mais recentemente na Líbia – que é uma força multiplicadora”.

     

    Fonte: BBC

    Foto: AFP

    Publicidade

    spot_img

    POSTAR COMENTÁRIO

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

    - Publicidade -spot_img

    ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    Analistas avaliam preço do petróleo após ataque do Irão a Israel

    Os futuros do petróleo quase não foram afetados pelo ataque sem precedentes do Irão a Israel, com os traders...

    Artigos Relacionados

    Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
    • https://spaudio.servers.pt/8004/stream
    • Radio Calema
    • Radio Calema