Segunda-feira, Abril 15, 2024
18.5 C
Lisboa
More

    Novo tratamento contra o lúpus com bons resultados nos testes

    Doentes podem ter esperança

    Um novo tratamento contra o lúpus, doença auto-imune que pode ser fatal, apresentou resultados promissores nos primeiros testes clínicos feitos em pacientes europeus, disseram, na terça-feira, cientistas reunidos numa conferência nos Estados Unidos da América.
    O novo tratamento contra este mal, no qual o sistema imunológico ataca os tecidos saudáveis, neutraliza uma proteína chamada interferon alfa, encontrada em quantidades maiores nos pacientes com lúpus e que pode levar a uma inflamação crónica e à auto-imunidade. O tratamento, similar a uma vacina, é desenvolvido pela empresa francesa de biotecnologia Neovacs, com sede na França.  As injecções desta imunoterapia chamada Kinoid demonstraram ser seguras em testes de fases I e II num pequeno número de pacientes europeus, que desenvolveram anticorpos contra o interferon alfa, anunciou a Neovacs em reunião científica do Colégio Americano de Reumatologia, em Chicago.
    “A injecção de Kinoid produz uma reacção do sistema imunológico, o que resulta na produção de vários anticorpos que neutralizam o interferon alfa”, disse o presidente executivo da Neovacs, Guy-Charles Fanneau de La Horie.
    “O que estamos a propor é um tratamento muito simples e fácil de seguir por parte do paciente”, declarou em entrevista por telefone antes da apresentação formal dos resultados em Chicago.

    Trio de injecções

    O tratamento consiste num trio de injecções no primeiro mês, seguido de uma injecção de três a quatro meses depois.
    Após um pequeno teste aleatório, há mais testes clínicos previstos e novos estudos podem começar em meados do próximo ano, disse Piers Whitehead, vice-presidente de desenvolvimento corporativo da Neovacs. “Acreditamos que uma vantagem chave do nosso enfoque é que sabemos que podemos neutralizar os 13 subtipos (de interferon alfa) com o nosso produto”, disse.
    Os cientistas também conseguiram ver as mudanças no perfil de expressão genética em alguns pacientes com excesso de interferon, um sinal promissor de que o tratamento está a funcionar, apesar de ser cedo demais para chamá-lo de cura.
    Em Março, a FDA (agência reguladora de medicamentos dos EUA) aprovou o primeiro fármaco para tratar o lúpus em 56 anos.
    O Benlysta, desenvolvido pelo americano Human Genome Sciences e o britânico GlaxoSmithKline, aponta para uma proteína diferente do Kinoid, da Neovacs.
    É um tratamento intravenoso, um anticorpo monoclonal, o primeiro lançado no mercado americano desde o Plaquenil, em 1955. A aspirina foi aprovada para tratar o lúpus em 1948.
    O lúpus causa úlceras, fadiga, inchaço, dores no peito e problemas de coagulação, afecta mulheres em idade fértil com mais frequência do que os homens, e é mais comum no período menstrual.
    Cinco milhões de pessoas em todo o mundo têm lúpus, que, em geral, se manifesta entre os 15 e os 44 anos. As suas origens são incertas e não há cura conhecida.

     

     

    Fonte: Jornal de Angola

    Fotografia: AFP

    Publicidade

    spot_img

    POSTAR COMENTÁRIO

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

    - Publicidade -spot_img

    ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    Analistas avaliam preço do petróleo após ataque do Irão a Israel

    Os futuros do petróleo quase não foram afetados pelo ataque sem precedentes do Irão a Israel, com os traders...

    Artigos Relacionados

    Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
    • https://spaudio.servers.pt/8004/stream
    • Radio Calema
    • Radio Calema