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    Nova maternidade tem área escolhida

    As mulheres da Huíla vão ter em breve à disposição uma nova maternidade

    A construção do novo hospital materno do Lubango, província da Huíla, vai permitir o descongestionamento da actual unidade, que atende, em média, 50 grávidas por dia.
    A directora-geral da maternidade “Irene Neto” do Lubango, Ana Feijó, afirmou que o Governo provincial, no quadro da expansão das novas centralidades, disponibilizou um terreno, onde vai ser erguida a nova unidade.
    “Estamos esperançosos por um futuro risonho. O Governo provincial está empenhado em melhorar a assistência médica e medicamentosa às populações”, anunciou.
    A maternidade registou, até à primeira quinzena de Outubro, a morte de 84 mulheres.
    No mesmo período, foram registadas 276 mortes neo-natais, conforme fez saber a directora geral da instituição. Ana Feijó assegurou que as mortes tiveram como causas a hipertensão na gravidez, hemorragias, malária, intoxicação por medicamentos tradicionais, VIH/Sida, doenças respiratórias agudas, entre outras.
    Ana Feijó informou que, apesar do número de mortes registado, houve uma redução significativa, face às acções implementadas pela direcção daquela unidade, em conjunto com o Governo provincial da Huíla. Em média, a maternidade do Lubango assiste 50 parturientes por dia. A directora da instituição afirmou que o número de enfermarias não é suficiente, porque há uma grande afluência de gestantes, provenientes dos municípios e da periferia.
    A directora da maternidade do Lubango reconheceu a adesão de mulheres ao planeamento familiar e às consultas de rotina.

    “Muitas doenças sexualmente transmissíveis têm sido detectadas. O seguimento tem sido total, o que é salutar para o bem-estar das populações”, reconheceu. A maternidade do Lubango apresenta uma capacidade instalada de 250 camas. Segundo Ana Feijó, há enfermarias em que cada cama alberga ainda duas a três mulheres. A directora da instituição referiu que a maternidade do Lubango funciona com 16 médicos, enquanto o hospital prevê 54. A maternidade do Lubango funciona também com 180 enfermeiros e o quadro orgânico prevê 350.
    Ana Feijó manifestou-se preocupada com a exiguidade da quota que é atribuída àquela unidade. Referiu que mensalmente são canalizados três milhões de kwanzas, o que é insuficiente, já que as necessidades indicam para oito a dez milhões.
    No entender da directora do hospital, há a necessidade da sua instituição adquirir mais medicamentos, para que a população deixe de andar com as receitas de um lado para o outro.

    Arão Martins| Lubango

    Fonte: Jornal de Angola

    Fotografia: Arimateia Baptista

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