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    Nomeação de irmão do Presidente levanta questões

    O Presidente angolano, João Lourenço, nomeou o seu irmão, Sequeira João Lourenço, para o cargo de chefe adjunto da casa militar da Presidência da República. Será mais um caso de nepotismo?

    “Rigorosamente, não se pode falar de nepotismo” no caso da nomeação do general Sequeira João Lourenço, afirma em declarações à DW África analista angolano Ilídio Manuel. “Uma vez que o irmão do Presidente da República fez a sua carreira militar e é uma das figuras que sempre esteve ligada aos meios castrenses”, lembra Manuel, que, no entanto, não descarta porém a validade de questionar se outra pessoa teria tido as mesmas qualificações para o cargo.

    Para o também jornalista Ilídio Manuel, a nomeação do irmão pode ser indicativa da falta de confiança de João Lourenço nas chefias da sua segurança pessoal. “Passa a ideia de que o próprio Presidente da República quer alguém por perto, portanto, no seu círculo familiar no sentido de maior garantir a sua segurança”.

    Falta de confiança

    As exonerações na Casa Militar do Presidente da República ocorreram na sequência dos acontecimentos do Brasil, no início deste mês, quando um general angolano, que integrava a delegação que esteve em Brasília para a tomada de posse do Presidente Lula da Silva, protagonizou uma cena de pugilato com um ativista conhecido como J. Privado. Este fazia parte de um grupo de jovens angolanos que se queriam manifestar contra João Lourenço em frente ao hotel onde se hospedava a delegação.

    Na altura, evocou-se a possibilidade de uma legítima defesa do ativista, já que a agressão física partiu alegadamente da alta patente das Forças Armadas de Angola.

    Falta de transparência

    Para o ativista Fernando Sakwayela, coordenador do projeto Agir e co-fundador do Movimento Jovens Pelas Autarquias, a presidência angolana devia explicar aos cidadãos as causas desta e outras exonerações, uma vez que o lema desta governação é “trabalhar mais e comunicar melhor”.

    Seria fundamental que o Presidente da República, ao proceder à exoneração de forma extensiva no Executivo e mesmo de forma restrita aos órgãos de segurança, pudesse então emitir uma nota explicativa dirigida aos angolanos, que constitui a razão de ser de soberania deste país, sobre as razões desta exoneração”, disse o ativista à DW África, acrescentando ser “fundamental que os angolanos tomem nota daquilo que pesou na exoneração de um determinado dirigente”.

    Por Manuel Luamba

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    FonteDW

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